Sobrecarga e drama familiar marcam pedido de Petrúcio para sair da Secretaria de Saúde de União dos Palmares
Petrúcio passou Natal e Ano novo como acompanhante em hospital em Maceió.
Petrúcio Wanderley deixa governo Júnior Menezes. Foto: Reprodução A exoneração de Petrúcio José Veiga Wanderley da Secretaria Municipal de Saúde de União dos Palmares, oficializada neste início de janeiro, foi marcada por um contexto de forte sobrecarga pessoal e um delicado drama familiar vivido pelo agora ex-secretário.
Desde o fim de dezembro, a esposa de Petrúcio encontra-se hospitalizada, situação que fez com que ele passasse o Natal e o Ano Novo praticamente dentro do hospital, acompanhando de perto o tratamento. A rotina intensa de idas e vindas entre o hospital, compromissos administrativos, reuniões políticas e viagens acabou se tornando insustentável. Segundo uma fonte próxima, o acúmulo de responsabilidades comprometeu a capacidade de conciliar a vida pessoal com as exigências de uma das pastas mais complexas da gestão municipal.
Nos bastidores políticos, a saída de Petrúcio é vista como uma perda significativa para o governo Júnior Menezes. Aliados avaliam que ele figurava entre os cinco nomes de maior capacidade técnica e articulação política da administração, exercendo papel estratégico tanto na condução da saúde quanto no diálogo interno do governo.
Durante a chamada crise das emendas Pix, Petrúcio ganhou ainda mais protagonismo ao conseguir manter os serviços públicos de saúde em pleno funcionamento. Mesmo diante das dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, a Secretaria de Saúde não registrou atrasos no pagamento dos servidores, administrando uma das folhas salariais mais complexas da prefeitura.

Apesar da exoneração, fontes próximas ao governo destacam que a decisão ocorreu em total alinhamento político com o prefeito Júnior Menezes. A relação entre ambos permanece sólida, construída ao longo de um período de parceria e confiança mútua, o que afasta qualquer interpretação de ruptura política.
A saída de Petrúcio, portanto, é interpretada mais como uma decisão humana e administrativa diante de um momento pessoal sensível, do que como um movimento de instabilidade dentro do governo municipal.


