Kátia Born usa grupo institucional do governo para divulgar pesquisa sem registro
O uso de um canal institucional com finalidade administrativa para a circulação de conteúdo de natureza político-eleitoral chama atenção e pode levantar questionamentos quanto à adequação da conduta.
Katia Born e mensagem compartilhada pela ex-secretária estadual | Foto: Francês news A ex-secretária de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social de Alagoas (Seades), Kátia Born (PDT-AL), utilizou um grupo institucional do Sisan Alagoas, um espaço voltado à integração entre secretarias municipais e órgãos públicos, para divulgar uma pesquisa eleitoral sem registro oficial.
Na mensagem compartilhada, Born apresenta supostos dados de intenção de voto atribuídos a uma “Pesquisa Falpe”, com cenários para o Governo de Alagoas e para o Senado Federal. No entanto, o material divulgado não traz informações obrigatórias exigidas pela legislação eleitoral, como o número de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a margem de erro ou o nível de confiabilidade dos dados.

Mensagem atribuída a ex-secretária Katia Born.
O uso de um canal institucional com finalidade administrativa para a circulação de conteúdo de natureza político-eleitoral chama atenção e pode levantar questionamentos quanto à adequação da conduta. Grupos como o do Sisan Alagoas têm como objetivo principal a articulação de políticas públicas e a troca de informações técnicas entre gestores, não sendo destinados à divulgação de material político ou de campanha.
Além disso, a veiculação de pesquisas eleitorais sem o devido registro na Justiça Eleitoral pode configurar irregularidade, já que a legislação estabelece critérios rigorosos para garantir transparência e confiabilidade das informações apresentadas ao público.
O caso reforça o debate sobre os limites entre comunicação institucional e uso político de estruturas públicas, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.



