Seja bem-vindo
,27/08/2026

  • A +
  • A -

Eleições 2026: mulheres e idosos crescem e mudam perfil de eleitores no Brasil

Dados do TSE apontam 158,7 milhões de pessoas que podem votar; mulheres representam 52,8% e idosos são 23,6% do total.


Eleições 2026: mulheres e idosos crescem e mudam perfil de eleitores no Brasil Envelhecimento populacional terá impacto nas campanhas, avalim especialistas - Foto: Pedro França/Agência Senado Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Brasil terá 158.745.463 pessoas que podem votar nas eleições de outubro de 2026, com maioria de mulheres, que somam 52,84% do total. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitoras subiu 0,2 ponto percentual na comparação com as eleições de 2022.

Por faixa de idade, o maior grupo individual tem entre 40 e 44 anos (10,08% do total), mas o número de eleitores com mais de 60 anos também subiu de 21,02% para 23,60%. Esse crescimento ocorreu com a chegada de mais de 4,5 milhões de pessoas a essa faixa de idade nos últimos quatro anos. Já o grupo com mais de 70 anos, que não é obrigado a votar, reúne cerca de 15 milhões de brasileiros.

A coordenadora do Laboratório de Partidos da UFRJ, Mayra Goulart, disse que o envelhecimento da população muda as campanhas eleitorais. Ela explicou: "As pessoas estão chegando mais saudáveis, mais ativas, a uma idade mais avançada. Isso tem mudado o perfil do eleitorado para incorporar uma parcela cada vez mais significativa de pessoas mais velhas, alterando a oferta de discursos e de políticas públicas por parte das lideranças."

Por outro lado, o total de eleitores de 21 a 34 anos caiu de 28,01% para 25,85% do eleitorado. Entre os jovens de 16 e 17 anos, que também não têm a obrigação de votar, a quantidade de títulos de eleitor caiu 14,52%. O cientista político Carlos Oliveira apontou que "se a família e os colegas são engajados politicamente, a probabilidade de o jovem tirar o título e votar é maior."

Sobre a renda, 47% dos eleitores ganham até dois salários mínimos, principalmente no Nordeste e nas periferias. Mayra Goulart explicou que os eleitores mais pobres têm mais chances de faltar no dia de votação. Segundo ela, essa parcela "acaba sub-representada porque exerce menos o direito ao voto por barreiras materiais: não tem com quem deixar os filhos, mora longe da seção ou precisa trabalhar no dia."

O cadastro eleitoral também alcançou o recorde de 1,45 milhão de eleitores com deficiência, o dobro do registrado nos últimos oito anos. Além disso, os números de raça e cor declarados subiram após melhorias no sistema do TSE. A lista inclui 16,9 milhões de pardos (eram 8,5 milhões em 2024), 11,69 milhões de brancos (eram 5,29 milhões), 3,58 milhões de pretos (eram 1,8 milhão), 287,1 mil indígenas (alta de 84,47%) e 229,5 mil amarelos (eram 114,3 mil).




Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.