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,10/09/2026

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Augusto Cury descarta apoio a Lula no segundo turno e condiciona aliança com Flávio Bolsonaro

Presidenciável do Avante declarou que não se alinhará ao PT e exigiu explicações do candidato do PL sobre suspeitas financeiras.


Augusto Cury descarta apoio a Lula no segundo turno e condiciona aliança com Flávio Bolsonaro Augusto Cury (Avante). Foto: Marina Uezima/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) descartou qualquer possibilidade de apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante encontro com investidores do mercado financeiro na Faria Lima, em São Paulo. Na ocasião, o postulante também admitiu compor aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL), mediante o cumprimento de exigências.

Ao rejeitar a aliança com o atual governo, o presidenciável defendeu o fim do ciclo político petista no Poder Executivo federal. "Eu não apoiaria, em hipótese alguma, Lula. Nem 0,01%", declarou Cury para a plateia presente. O candidato apontou entraves em áreas como educação, criminalidade e endividamento familiar para sustentar a crítica às gestões do PT.

Quanto a um possível alinhamento com Flávio Bolsonaro, o postulante do Avante afirmou que não adotará neutralidade na etapa decisiva do pleito. Ele condicionou o apoio a explicações do parlamentar sobre movimentações financeiras no filme Dark Horse e à comprovação de idoneidade. "E ele teria que pegar o meu plano de governo, ir no cartório, fazer um registro e dizer que vai cumprir", acrescentou Cury.

De acordo com dados da pesquisa Quaest, a corrida eleitoral é liderada por Lula, que soma 36% das intenções de voto, acompanhado por Flávio Bolsonaro, com 29%. Augusto Cury aparece na terceira colocação do levantamento, acumulando 8% da preferência no primeiro turno. Em cenários testados para o segundo turno contra o atual presidente, o médico psiquiatra atinge 36% das intenções de voto.

Além do cenário eleitoral, a plataforma do candidato inclui propostas de alteração na estrutura do Poder Judiciário. Cury defende retirar do Presidente da República a prerrogativa de indicar ministros para o Supremo Tribunal Federal, transferindo a função a entidades da magistratura. O plano contempla ainda a instituição de mandatos de oito anos para os integrantes da Corte e o estabelecimento de quarentena partidária.




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