Flávio Bolsonaro classifica operação da PF sobre filme Dark Horse como interferência eleitoral
Senador negou o uso de verbas públicas em produção audiovisual e atribuiu investigação a decisões políticas no STF.
À tribuna, em discurso, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Carlos Moura/Agência Senado O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que a operação da Polícia Federal referente ao filme "Dark Horse" é fruto de uma articulação política no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar declarou que a ação foi deflagrada menos de 24 horas após uma decisão do ministro Flávio Dino que reconduziu Andrei Rodrigues ao comando do órgão.
Segundo o senador, a deflagração da operação teve como objetivo atingir opositores do governo federal. Ele estabeleceu uma relação direta entre o ato assinado no STF e o cumprimento dos mandados judiciais.
"Ontem, uma decisão do ex-ministro da injustiça do Lula, Flávio Dino, deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigo do Lula na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos", declarou Flávio Bolsonaro.
Ao analisar o contexto da investigação, o parlamentar afirmou que a medida reflete o desespero do governo diante de levantamentos eleitorais recentes.
"O fundamento político tá muito claro. A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados. Entraram no modo sobrevivência", afirmou o senador.
A operação policial investiga o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme, e a produtora responsável pelo longa-metragem, para apurar supostas irregularidades no uso de emendas parlamentares. Flávio Bolsonaro reiterou que o projeto audiovisual não contou com verbas públicas.
"Não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público, como já cansei de falar", disse.
O senador sustentou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a disputa política direta para buscar apoio no Judiciário.
"O Lula já abandonou a campanha política. Ele agora tá contando com os seus amigos no Supremo para tentar levar no tapetão", declarou o parlamentar, que classificou a apuração como uma "terceira facada" contra seu grupo.
Flávio Bolsonaro concluiu afirmando que a disputa eleitoral passou a envolver perseguição política e assegurou que manterá os compromissos de sua campanha.


