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,20/09/2026

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STF investiga Flávio Bolsonaro por suspeita de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse

Inquérito sigiloso apura se senador solicitou repasses ao Banco Master para cinebiografia de Jair Bolsonaro; parlamentar nega ilegalidades.


STF investiga Flávio Bolsonaro por suspeita de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal instaurou um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por suspeita de envolvimento em irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, obra cinematográfica sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A apuração foi determinada pelo ministro André Mendonça a pedido da Polícia Federal, com aval da Procuradoria-Geral da República.

O processo investiga se o parlamentar cometeu crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ao solicitar recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. A Polícia Federal aponta que houve cobranças diretas feitas pelo senador ao empresário para o repasse de valores destinados à produção cinematográfica.

A investigação também contempla o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, apontado como possível beneficiário dos recursos, e o deputado federal Mario Frias. As suspeitas envolvem um contrato de financiamento previsto em 24 milhões de dólares, além do aporte de cerca de 614 milhões de reais do Banco Master em empresas ligadas ao esquema.

A existência do procedimento tornou-se pública após o ministro André Mendonça derrubar o segredo de Justiça de apurações derivadas do caso Banco Master, atendendo a uma solicitação do presidente da Corte, ministro Edson Fachin. Apesar da divulgação do pedido de abertura, o teor específico do inquérito sobre o filme permanece sob sigilo para preservar o andamento das diligências policiais.

A apuração inclui ainda a homologação da delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, apontado pelos investigadores como responsável por operacionalizar remessas de dinheiro vivo. A ligação entre o senador e o ex-banqueiro veio à tona após a divulgação de gravações em que o parlamentar solicita recursos para a obra.

Em declarações públicas, Flávio Bolsonaro negou a prática de qualquer ilegalidade nas negociações para a produção do longa-metragem. O senador afirmou que "não tem nada de errado com o filme do Bolsonaro. Foi tudo redondinho, investimento privado num filme privado".

O parlamentar declarou também que "não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento privado para um filme do próprio pai" e ressaltou que, "apesar de ser senador, não teve nenhuma contrapartida para esse investidor".




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