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,20/09/2026

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Lula rejeita fala de Trump e afirma que terrorismo de Estado foi tentado por Bolsonaro no 8 de Janeiro

Presidente contestou enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas e defendeu atuação integrada da segurança pública no Rio de Janeiro.


Lula rejeita fala de Trump e afirma que terrorismo de Estado foi tentado por Bolsonaro no 8 de Janeiro Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa após reunião do G7. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu afirmações de Donald Trump e declarou que a tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro configurou terrorismo de Estado praticado por Jair Bolsonaro. O chefe do Executivo brasileiro rejeitou a classificação do presidente norte-americano de enquadrar facções criminosas como entidades terroristas, argumentando que a definição se aplica às disputas pelo poder político. Segundo o mandatário, a trama golpista incluiu planos de assassinato contra ele, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.

Em sua ponderação, Lula criticou o enquadramento internacional sobre a segurança interna e explicou a diferença conceitual do termo. "Nós precisamos ganhar do crime organizado. Eu não aceito a ideia de que as facções são organizações terroristas, como diz o Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado. Ele fala da briga pelo poder. Quem era isso era o Bolsonaro, tentando dar golpe no 8 de janeiro. Isso é terrorismo. Pensando em matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado", declarou o presidente.

Além de contestar a abordagem política, Lula destacou o sofrimento cotidiano enfrentado pelos moradores de periferias sob o domínio de milícias e grupos armados. Ele citou o constrangimento ilegal praticado pelos criminosos, que cobram pedágios sobre o fornecimento de gás e benefícios concedidos pelo governo.

O presidente detalhou a rotina de apreensão vivenciada pelas populações vulneráveis. "Agora estamos falando de terrorista na periferia. Porque esses bandidos são terroristas para a família que está no bairro, para as pessoas na escola, que querem dançar num baile qualquer na periferia, que têm que pagar pedágio por conta do gás, por conta dos benefícios que o governo oferece. Esse é terrorismo, em que vive todo mundo assustado, desde uma criança levantar cedo para a escola, o pai e a mãe", explicou.














Por fim, o governo federal reafirmou o compromisso de atuar de forma integrada com as demais esferas de poder para recuperar o controle de áreas dominadas no estado do Rio de Janeiro. A meta informada pela gestão é assegurar a desocupação dos territórios e livrar a população da atuação de grupos armados. "Esse nós vamos desocupar o território. Esse é o compromisso nosso: deixar o Rio de Janeiro livre da bandidagem", afirmou Lula.




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