Presidente do PT reconhece prejuízo na campanha de Lula devido à crise no STF e defende reformas no Judiciário
Edinho Silva declarou que impacto político no governo é inegável, mas ressaltou propostas partidárias para punição de juízes e limitação de mandatos na corte.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva. Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil O presidente nacional do PT e coordenador da campanha presidencial, Edinho Silva, admitiu que os desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal provocaram danos à campanha do presidente Lula. Em entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews, o dirigente classificou a perda de apelo político como "inegável".
Ao detalhar a avaliação interna sobre o problema, Edinho Silva declarou que o partido mantém o posicionamento histórico diante das turbulências. "Nós não estamos negando que o desgaste exista, mas nós estamos respondendo a ele com posições coerentes, com aquilo que sempre defendemos", afirmou.
Na visão do coordenador, é "evidente" que conflitos na corte máxima do Judiciário acabam por atingir todo o cenário político e penalizam "aquele que está no poder". Ele apontou que a opinião pública tende a unificar a imagem das instituições públicas.
"Aos olhos da sociedade, governo, Executivo, Judiciário, Legilsativo é tudo a mesma coisa, é o sistema que conduz o país", explicou o candidato a deputado federal.
Como reação à instabilidade na Suprema Corte, a direção petista aprovou na última semana uma resolução que propõe o endurecimento de punições para crimes cometidos por membros do Judiciário. O documento da legenda defende também a abertura de debates sobre a fixação de mandatos para ministros de tribunais superiores.
As medidas aprovadas pela sigla acompanham diretrizes traçadas em abril, durante o congresso do PT. Naquela ocasião, a agremiação lançou um manifesto em prol de uma ampla reforma no Poder Judiciário e na estrutura do sistema político brasileiro.


