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,22/09/2026

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Augusto Cury critica aumento do Bolsa Família e acusa Lula de uso eleitoral

Em agenda em Ribeirão Preto, candidato do Avante afirmou que o reajuste a poucas semanas do pleito atende a interesses políticos


Augusto Cury critica aumento do Bolsa Família e acusa Lula de uso eleitoral Foto: Marcos Vieira/EM/D.A. Press

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, criticou o reajuste no programa Bolsa Família anunciado pelo governo federal a menos de três semanas do primeiro turno das eleições. A declaração foi feita neste domingo (20), durante agenda de campanha no Novo Mercado Municipal, em Ribeirão Preto (SP).

Durante a atividade de rua, o presidenciável afirmou que a medida atende a interesses eleitorais. "O Lula da Silva deveria ter feito isso no início do ano e não a 17 dias da eleição, indicando que ele está usando a dor das pessoas, dos vulneráveis, como pauta para ganhar o cargo de presidente", declarou Cury.

O candidato disse ainda que a população merece um reajuste maior, mas sustentou que a decisão perto da votação revela foco na permanência no governo. "Está indicando também que ele ama muito mais o cargo do que as pessoas pobres. Se eu sentar na cadeira de presidente, isso vai mudar", disse. Cury afirmou também que governará para a direita e para a esquerda, declarando-se o único capaz de derrotar Lula no segundo turno.

O reajuste de 15,04% no Bolsa Família foi anunciado na quinta-feira (17). Com a medida, o piso do benefício passa de R$ 600 para R$ 691, e o valor médio sobe de R$ 675 para R$ 777, conforme o Ministério do Planejamento. O custo do reajuste é estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027, sendo o primeiro aumento desde 2023.

Na sexta-feira (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o decreto do reajuste não fere as regras eleitorais. O ministro atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e classificou a medida como atualização monetária.















Durante o evento, Cury também criticou o STF em razão do julgamento do caso do Banco Master, afirmando estar magoado com a situação na Corte. O postulante defendeu que os ministros atuem como guardiões da Constituição sem legislar. "O STF é como o alicerce de um prédio. Os alicerces têm que ser discretos, você não nota eles. Mas quando o STF ganha protagonismo aqui, em qualquer país do mundo, isso mostra que algo está errado, que a nação está doente", declarou.




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