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,22/09/2026

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Em discurso na ONU, Lula rejeita pressões sobre recursos naturais, defende o Pix e critica tarifas

Presidente abordou a proteção de minerais estratégicos, a regulação de big techs e o pleito de outubro durante assembleia em Nova York


Em discurso na ONU, Lula rejeita pressões sobre recursos naturais, defende o Pix e critica tarifas Presidente Lula discursa na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. Foto: Ricardo Stuckert.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e a autonomia econômica do Brasil em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Durante a apresentação, o chefe do Executivo rejeitou ingerências estrangeiras em processos eleitorais, condenou pressões sobre riquezas naturais e criticou a utilização de tarifas comerciais como instrumento de coerção internacional.

Ao abordar a gestão dos recursos estratégicos, Lula afirmou que os minerais críticos e as terras raras do país pertencem ao povo brasileiro e terão a exploração condicionada à transferência de tecnologia e à geração de valor local. No mesmo contexto de proteção a patrimônios nacionais, o presidente rebateu investidas externas sobre o sistema financeiro do país ao declarar: "Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix".

Na análise sobre a posição geopolítica do continente, o presidente declarou que "O Brasil não cabe no quintal de ninguém", repudiando tentativas de divisão global em zonas de influência e investidas neocoloniais. Em relação ao comércio multilateral, Lula afirmou que a Organização Mundial do Comércio "respira por aparelhos" e criticou sanções unilaterais ao sustentar que "quando os governos capitulam frente aos que usam tarifas como armas de coerção e chantagem, as consequências são nefastas".

O pronunciamento contemplou ainda duras críticas às grandes empresas de tecnologia e ao setor de apostas. Ao defender a regulamentação da inteligência artificial e das big techs diante de uma revolução tecnológica marcada por grandes riscos, o presidente afirmou que "seria uma omissão histórica imperdoável não enfrentar esse desafio". Lula acusou "tecno-oligarcas" de imporem um "neoliberalismo digital sem regras nem transparência" e de moverem uma "corrida sem freios éticos" à revelia da ONU. O chefe do Executivo criticou companhias que, mesmo conhecendo os perigos de seus produtos, transferem para as famílias "a impossível tarefa de enfrentar os algoritmos". 


Sobre as plataformas de apostas, o chefe do Executivo denunciou os impactos sociais do setor sobre o orçamento familiar. "A indústria bilionária das bets transforma o vício em lucro. Sua disseminação vertiginosa está endividando e destruindo milhões de lares", declarou Lula, arrematando que "o Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio".

Ao projetar a eleição marcada para 4 de outubro, Lula pontuou que a escolha nas urnas definirá o rumo institucional do país. "Vão decidir entre democracia e negacionismo", disse o presidente, que voltou a defender o sistema eleitoral brasileiro diante de redes de desinformação e de tentativas de interferência. "A democracia brasileira pertence aos brasileiros. O Brasil continuará sendo um país soberano. Ninguém, ninguém nos afastará desse caminho", concluiu.




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