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,01/10/2026

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Lula ataca Flávio e Nikolas, critica Congresso e se diz contra financiamento público de campanha

Em declarações no Palácio da Alvorada, o presidente questionou a atuação de parlamentares de oposição, apontou distorções no presidencialismo e defendeu o fim dos fundos eleitoral e partidário.


Lula ataca Flávio e Nikolas, critica Congresso e se diz contra financiamento público de campanha O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante concessão de entrevista no Palácio da Alvorada. Foto: Reprodução/YouTube/Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas a adversários políticos e defendeu mudanças na estrutura governamental brasileira durante declarações no Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira (30). Candidato à reeleição, o chefe do Executivo abordou o impacto das redes sociais na política, o papel do Congresso e a destinação de verbas públicas para pleitos eleitorais.

Ao tratar sobre a circulação de conteúdos falsos na internet, Lula direcionou comentários ao deputado federal Nikolas Ferreira. O presidente declarou que o parlamentar mineiro faz uso recorrente de desinformação digital e sustentou que o comportamento prejudica a formação dos jovens.

"Tem um tal de deputado, o Nikolas, que eu nem conheço, que é um imbecil de marca maior, passa o tempo inteiro fazendo fake news, sem se preocupar com a educação que está passando para a juventude", afirmou o presidente. Lula acrescentou que comunicadores e agentes públicos devem considerar a reação do público ao transmitirem mensagens.

Em outro momento da entrevista, o presidente questionou a trajetória do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro e de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula sustentou que o parlamentar do Rio de Janeiro ingressou na vida pública sem histórico profissional anterior e associou seu início político a grupos ilegais.


"Ele não tem biografia, nunca trabalhou na vida, ele foi eleito vereador com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelo miliciano, e nunca mais parou", declarou Lula. O presidente também direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro ao afirmar: "O pai nunca trabalhou, o pai foi pro Exército, tentou estourar um quartel, foi expulso e foi fazer o quê? Foi ser deputado".

Lula argumentou que o modelo presidencialista do país teve seu funcionamento alterado ao longo do tempo pela expansão do Poder Legislativo sobre atribuições do Executivo. Ele criticou a influência exercida por parlamentares na indicação de nomes para agências reguladoras e a gestão de verbas orçamentárias por meio de emendas.

"Quando o Fernando Henrique Cardoso criou as agências, as agências eram reguladoras. O governo definia a política pública e as agências regulavam. No governo Bolsonaro, o Congresso tomou conta das agências. Tem muita gente nas agências que são representantes de empresários, indicado por senadores, o que é um equívoco enorme", disse.

O presidente declarou ter alterado sua posição histórica em relação ao uso de verbas estatais para partidos e disputas eleitorais, defendendo a eliminação dessas estruturas. Segundo Lula, a manutenção do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha gerou distorções no sistema partidário brasileiro.


















"Eu, que fui defensor do fundo partidário e do fundo eleitoral, hoje sou taxativamente contra. Acho que levou os partidos políticos a uma coisa chamada promiscuidade", afirmou o chefe do Executivo, ressaltando a intenção de propor uma reforma política após as eleições.




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