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,01/10/2026

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Renan Santos convoca protesto na TV Globo após TSE e STF negarem presença em debate

Candidato do Missão questiona decisões judiciais, alega perseguição política e mantém mobilizações no Rio de Janeiro e em São Paulo


Renan Santos convoca protesto na TV Globo após TSE e STF negarem presença em debate Candidato à Presidência pelo Missão em declaração sobre a participação nos debates eleitorais. Foto: Reprodução/YouTube/Renan Santos

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) convocou apoiadores para um protesto às 20h desta quinta-feira (1º) em frente à sede da TV Globo, no Rio de Janeiro. A mobilização ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) negarem pedidos para garantir sua presença no debate eleitoral. O presidenciável também marcou um segundo ato para o sábado (3), na cidade de São Paulo.

Em transmissão ao vivo, Renan Santos criticou os indeferimentos judiciais e afirmou que continuará recorrendo das decisões. O candidato declarou que sua ausência no encontro televisivo decorre de uma suposta articulação política. "Que inferno! Este país é amaldiçoado. Porque é tudo armado. Parece armação pró-Lula, armação pró-Flávio. (...) Esse país é um puteiro!", disse.

Na mesma declaração, o postulante classificou o cenário como "a maior perseguição que um candidato já passou no Brasil" e questionou a conduta na campanha. "Vocês estão vendo o preço que se paga por ser honesto", afirmou durante a transmissão. Ele defendeu a peça formulada por seus advogados e garantiu a manutenção das medidas jurídicas: "Vamos tentar até o fim, até a última instância".

O debate da TV Globo está agendado para as 21h30 desta quinta-feira (1º) e tem presenças confirmadas de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou à emissora que não comparecerá ao programa, o que deixará um púlpito vazio no estúdio.

A negativa no TSE foi proferida pelo presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques. O magistrado fundamentou a rejeição na regra legal que exige representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional para presença obrigatória, enquanto o Missão conta com apenas um deputado federal. Segundo o ministro, a emissora possuía a faculdade de convidar o candidato diante da ausência de Lula, mas não a obrigação.

No STF, a relatora do recurso, ministra Cármen Lúcia, não conheceu da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada pelo partido após o acionamento da Justiça Eleitoral. A magistrada registrou que a ação constitucional não é o instrumento processual adequado para questionar situação individual e pontuou que a matéria cabe à Justiça Eleitoral. A decisão do Supremo não analisou o mérito do pedido.
















Em suas manifestações, Renan Santos sustentou que sua candidatura sofre resistências por representar risco a setores estabelecidos. "Ao nos atacarem como todos eles atacam, é porque eles sabem o perigo que a gente representa", declarou. O candidato relembrou ainda outros episódios da campanha, como a suspensão prévia decretada pelo ministro Dias Toffoli.




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