Em ato em São Paulo, Lula afirma que adversários temem revelações do Banco Master
Na véspera da votação, presidente encerra atos do primeiro turno, projeta vitória na etapa inicial, critica veto a evento e associa caminhada a investigações na previdência.
O presidente Lula durante ato de campanha em São Paulo: o evento O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, declarou neste sábado (3) que seus adversários políticos temem novas revelações relacionadas ao escândalo do Banco Master. A manifestação ocorreu durante caminhada na Rua Augusta, na região central de São Paulo, marcando o encerramento de sua agenda pública antes da votação de domingo (4).
O ato de campanha estava agendado originalmente para a Avenida Paulista, mas precisou ser transferido para a Rua Augusta após a Polícia Militar exigir a desobstrução da via pública.
Além do deslocamento da caminhada de sábado, a coligação enfrentou proibições da Prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB), aliado do candidato Flávio Bolsonaro. Com base em uma recomendação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), a gestão municipal vetou o uso da Avenida Paulista pelo grupo petista para uma possível celebração do resultado da eleição no domingo.
Ao comentar a alteração do local, Lula projetou triunfo nas urnas e criticou os opositores. “Não podemos permitir que eles transformem a Paulista em um palanque da extrema-direita. A Paulista é do povo brasileiro. Amanhã, nós vamos ganhar as eleições no primeiro turno e ocupar a Paulista”, afirmou.
Durante a caminhada, o petista vinculou a mobilização a investigações sobre irregularidades no sistema previdenciário e mencionou a prisão do banqueiro Vorcaro. “Essa caminhada, é a caminhada que prendeu a quadrilha da previdência social criada por Bolsonaro. É a caminhada que tornou o banqueiro prisioneiro, o Vorcaro. Eles estão com muito medo, porque a cada dia aparece uma coisa nova. Só falta aparecer os participantes da orgia, sabem?”, disse.
O candidato contrapôs seu projeto político ao dos concorrentes, classificando a disputa como um divisor entre a ordem democrática e o retrocesso. “Nós estamos há poucas horas de fazer, possivelmente, o maior gesto da revolução democrática desse país. De um lado está a democracia, aqueles que defendem os direitos humanos, a educação, e do outro lado está a barbárie”, declarou.
Além do embate político, o presidente defendeu a aprovação do fim da escala laboral 6x1 após a etapa inicial do pleito e mencionou o encerramento das apostas online. A atividade de campanha reuniu o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e as candidatas ao Senado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).


