Presidente do TSE afirma que assédio eleitoral será reprimido e reforça segurança das urnas
Em pronunciamento na véspera da eleição, ministro Kassio Nunes Marques defende a liberdade do eleitor, orienta sobre a votação e alerta para o combate à desinformação.
Pronunciamento do presidente do TSE sobre as Eleições Gerais 2026. Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE A Justiça Eleitoral atuará de forma imediata para coibir ameaças, assédio ou qualquer interferência sobre a escolha dos cidadãos no primeiro turno das eleições. O alerta foi feito pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão realizado neste sábado (3). Segundo o magistrado, o pleito representa o momento máximo de liberdade de escolha da população.
Ao se dirigir aos postulantes e cabos eleitorais, o ministro frisou a necessidade de respeitar a decisão individual. "Faço agora um chamamento às candidatas, aos candidatos e seus apoiadores. Amanhã é o dia da liberdade do voto. Ameaças, assédio ou tentativa de interferência na vontade do eleitor, em qualquer de suas formas, serão prontamente reprimidas", declarou. Ele ressaltou que cabe exclusivamente a quem vota definir os rumos do país.
O presidente da Corte Eleitoral também destacou a confiabilidade da urna eletrônica, que completa 30 anos de utilização na democracia brasileira. "Nosso sistema de votação, que se atualiza a cada pleito, reúne mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade únicos no mundo", observou Nunes Marques. O ministro pediu ainda a colaboração da população contra a desinformação: "Checar antes de compartilhar é uma atitude simples e eficaz, e que está ao alcance de todos".
Para o dia do pleito, que reúne mais de 158 milhões de eleitores aptos, o TSE orienta o uso de uma cola de papel com os nomes e números das candidaturas escolhidas. Como serão seis votos em disputa, o ministro reconheceu que memorizar todas as sequências não é tarefa fácil, ressaltando que o lembrete por escrito evita erros e reduz o tempo de votação. A ordem na urna contempla deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. A utilização de telefones celulares e aparelhos eletrônicos dentro da cabine segue proibida para garantir o sigilo constitucional do voto.
Como medida de transparência, os dois últimos cidadãos a votarem em cada seção acompanharão o encerramento dos trabalhos e receberão uma cópia do boletim de urna, auditável via QR Code no aplicativo BU na Mão. O tribunal implementou também o programa Seu Voto Importa, focado no transporte de eleitores com deficiência, mobilidade reduzida ou moradores de comunidades remotas e tradicionais.
Nunes Marques encerrou o discurso agradecendo o trabalho de magistrados, servidores, promotores e dos mesários voluntários escalados para a votação. O ministro reforçou o chamado para o exercício da cidadania no pleito. "A Justiça Eleitoral estará pronta para receber você. Vote. Exerça seu direito", concluiu o presidente da Corte.
Confira a íntegra do pronunciamento do presidente do TSE.


