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,22/10/2026

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PGR se posiciona contra pedido de Moraes para investigar Mendonça por abuso de autoridade

Parecer enviado ao STF aponta falta de provas para caracterizar crime na condução do caso Master pelo ministro.


PGR se posiciona contra pedido de Moraes para investigar Mendonça por abuso de autoridade Parecer do procurador-geral Paulo Gonet foi encaminhado à presidência do Supremo Tribunal Federal. Foto: Gustavo Moreno/STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigar o ministro André Mendonça por suposto abuso de autoridade. O parecer foi assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet e encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Segundo o órgão, não existem elementos suficientes para caracterizar conduta criminosa.

No documento referente à Petição 16.704, a PGR admitiu que relatórios da Polícia Federal apontam indícios de parcialidade na condução dos procedimentos do Banco Master. A manifestação destaca que o material sugere "direção das investigações com vieses desafeiçoados da posição de neutralidade do magistrado incumbido de supervisionar os procedimentos policiais."

Apesar das ressalvas sobre os relatórios de inteligência da PF, o órgão destacou que os textos não constituem provas nem derivaram em atos de investigação contra integrantes do STF. De acordo com o parecer, "Os próprios relatórios contêm advertência de que não possuem valor probatório, não sendo peça de instrução; não podem ser considerados provas ilícitas, até porque provas não são."

A solicitação de investigação foi feita por Moraes em setembro, em resposta a medidas adotadas por Mendonça depois que documentos da PF citaram 52 mensagens atribuídas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Moraes apontou indícios de abuso de autoridade, improbidade, crime de responsabilidade e favorecimento político nas apurações sobre o banco e fraudes no INSS.

Diante dos fatos, a PGR recomendou o não prosseguimento do pedido de investigação, cabendo uma palavra final ao plenário do STF. O parecer lembrou que eventuais crimes de responsabilidade de ministros dependem do Senado, enquanto ações de improbidade dispensam aval prévio da Corte.

A Procuradoria também manteve posicionamento contrário à soltura dos investigados Daniel Lopes Monteiro, Henrique Vorcaro, Fabiano Campos Zettel e Felipe Cançado Vorcaro. Além disso, defendeu que pedidos urgentes das operações Compliance Zero e Sem Desconto sejam analisados pela presidência do STF.
















Por fim, o parecer acolheu pleito do Conselho Federal da OAB para resguardar o sigilo profissional de advogados envolvidos no caso Master, protegendo documentos e contratos sem ligação com ilícitos. Sobre novos vazamentos na Operação Sem Desconto, a PGR orientou a juntada das denúncias ao inquérito existente.




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