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,22/10/2026

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Flávio Bolsonaro aceita desafio sobre quebra de sigilos mas condiciona medida a dados de aliados e familiares de Lula

Senador protocolou petição no TSE autorizando liberação de dados dos últimos 20 anos e cobrou informações de ex-assessores do presidente


Flávio Bolsonaro aceita desafio sobre quebra de sigilos mas condiciona medida a dados de aliados e familiares de Lula Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a abertura dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico referentes aos últimos 20 anos. A medida foi condicionada pelo senador à liberação de dados de ex-auxiliares do governo, de familiares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Instituto Lula.

A petição apresentada pela defesa do parlamentar abrange seus próprios dados, os de parentes citados pelo adversário e de quatro empresas das quais é sócio ou administrador. O documento também libera o acesso a mensagens trocadas por ele com o empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

Em contrapartida, a equipe jurídica do candidato exigiu o acesso às informações bancárias, fiscais, telefônicas e telemáticas, desde 2003, dos filhos do presidente e de ex-assessores da administração pública. A lista inclui Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

"Ele fez um desafio fake para mim. O Lula nem tem celular, como ele vai abrir o sigilo telefônico dele? Eu não só vou aceitar o desafio, mas vou levar além. Ele precisa abrir o sigilo dos familiares e do Marcola. Sabe quem atende as ligações para ele? O Marcola. Era ele que abria as portas para o Lulinha. O Marcola tem que abrir o sigilo do telefone dele", declarou Flávio Bolsonaro em evento público em São Paulo (SP).

A solicitação apresentada pelo senador contempla também a divulgação dos gastos do cartão corporativo da Presidência e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. A lista de exigências estende-se a registros de entradas no Palácio do Planalto e no Alvorada, relatórios de visitas durante a prisão do petista e dados sobre voos de aeronave ligada a Vorcaro.

"Pra eu abrir meu sigilo, você vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja", afirmou o candidato durante discurso na Grande São Paulo.

A disputa sobre os dados ocorre na reta final do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. No domingo (18), Lula havia proposto a abertura mútua de sigilos durante debate transmitido pela TV Bandeirantes. Em seguida, na terça-feira (20), o candidato petista enviou ao TSE e ao STF autorização para liberação de seus dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos oito anos, condicionada à reciprocidade do oponente.



















O documento do atual chefe do Executivo incluiu o primogênito Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, investigado em inquéritos da Polícia Federal, além de outros familiares. As exigências formuladas por Flávio Bolsonaro alcançam ainda nomes ligados ao núcleo do adversário, como Roberta Luchsinger, Edson Claro, Frei Chico, irmão de Lula, e a entidade sindical Sindnapi, da qual ele é vice-presidente.




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