Nenzinha e mais quatro vereadores pedem anulação de eleição e ameaçam ir a Justiça para impedir nova derrota
Pedido de anulação da eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de União dos Palmares foi protocolada na tarde de hoje (09)
Vereadora Mirian da Barra, Marcos Filho, Manoel Messias e ao fundo Miltom do Complementar e Nenzinha. Foto: Arquivo - O Senadinho O grupo de vereadores de União dos Palmares, liderado pelo ex-presidente da Casa Legislativa, vereador Nenzinha, apresentou, hoje (09), dia da eleição, um pedido formal de anulação do processo da eleição antecipada da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028, que deve acontecer na noite de hoje, no plenário da Câmara. O pedido, dirigido ao atual presidente Dé Mototaxi, contesta a legalidade do processo e aponta possíveis vícios de origem e inconstitucionalidade na antecipação da escolha dos novos dirigentes da Câmara.
No documento, os parlamentares alegam que a votação, se ocorrer hoje, com mais de um ano e meio de antecedência ao início do mandato da nova mesa, violaria princípios constitucionais de alternância de poder, legalidade e isonomia entre os parlamentares. Nenzinha, Mirian da Barra, Marcos Filho, Milton do Complementar e Manoel Messias, citam ainda que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu, com efeito vinculante, que a eleição da Mesa Diretora para o segundo biênio de uma legislatura só deveria ocorrer a partir de outubro do último ano do primeiro biênio, ou seja, em 2026.
De acordo com o grupo, a antecipação favorece o atual bloco político dominante na Câmara e compromete o equilíbrio entre as forças políticas ao longo do mandato. No grupo que pretende eleger Elvinho conta com maioria ampla na casa parlamentar.
“A proposta foi aprovada sem qualquer justificativa plausível e em total desacordo com as normas constitucionais, favorecendo indevidamente o atual grupo político no poder, em flagrante desrespeito ao princípio da alternância democrática e ao interesse público”, diz um trecho da denúncia.
No voto citado da ADI 7733, de relatoria do ministro Gilmar Mendes, o STF alerta que antecipações desnecessárias desses processos eleitorais “distorcem a vontade política futura da Casa”, privilegiando grupos momentaneamente majoritários, sem garantir a expressão real da composição política do Legislativo ao longo da legislatura.
Diante disso, os vereadores requerem três medidas:
1. A instauração imediata de procedimento administrativo para apurar a legalidade da antecipação.
2. A anulação do processo eleitoral realizado.
3. O envio da denúncia ao Ministério Público para adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.
A manifestação dos parlamentares reforça a insatisfação política nos bastidores da Câmara, que ficou dividida após a antecipação da eleição da nova mesa. O grupo liderado por Nenzinha reúne seis vereadores, que ficaram de fora das articulações que elegeram a nova chapa liderada por Elvinho (PSB), com apoio de dez vereadores.
A presidência da Câmara ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido, mas apuramos que o corpo jurídico da Casa Legislativa deve indeferir o pedido protocolado por Nenzinha e seu grupo político. Diante disso as eleições devem ocorrer na noite de hoje, no plenário da casa, a partir das 19h e deve eleger Elvinho como novo presidente para o biênio 2027/2028.



