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,12/05/2026

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Suspensão de produtos da Ypê vira pauta política nas redes sociais

Após a decisão, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a utilizar as redes sociais para acusar o governo Lula de perseguição política.


Suspensão de produtos da Ypê vira pauta política nas redes sociais Senador Cleitinho durante vídeo criticando a decisão da Anvisa | Foto: Reprodução

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de suspender lotes de produtos da marca Ypê deixou de ser apenas uma questão sanitária e passou a dominar o debate político nas redes sociais. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passaram a acusar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de perseguição à empresa.


Tudo começou começou na última quinta-feira (7), quando a Anvisa determinou o recolhimento de lotes de detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes fabricados pela Química Amparo — dona da marca Ypê — na unidade de Amparo, no interior de São Paulo.


Além do recolhimento, a agência determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos afetados, após identificar falhas no processo de produção e risco de contaminação microbiológica.


Após a decisão, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a utilizar as redes sociais para acusar o governo Lula de perseguição política. As acusações usam como base o fato de integrantes da família Beira, controladora da Química Amparo (dona da marca Ypê), terem realizado doações à campanha de Bolsonaro nas eleições de 2022.


A relação da empresa com a política já havia gerado repercussão anteriormente. Em 2022, a companhia foi condenada por assédio eleitoral após promover uma live interna direcionada a funcionários em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro.


Com a repercussão do caso, políticos, influenciadores e celebridades iniciaram uma campanha nas redes sociais incentivando a publicação de vídeos e fotos utilizando produtos da marca, em uma demonstração de apoio à empresa e de crítica à decisão da Anvisa.


Um dos participantes da mobilização foi o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), que publicou um vídeo utilizando um produto da marca enquanto criticava a Anvisa e ironizava a atuação do órgão. “Vai fiscalizar a bucha de cada brasileiro?”, questionou.


Também aderiram à campanha a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro, o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, o prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, a influenciadora Jojo Todynho e o ator Julio Rocha.




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