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,06/09/2026

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PGR abre apuração sobre possível interferência em relatório da PF que cita Moraes

Procedimento determinado pelo presidente do STF, Edson Fachin, busca esclarecer as circunstâncias da confecção de documento no caso Banco Master.


PGR abre apuração sobre possível interferência em relatório da PF que cita Moraes Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no plenário do Supremo Tribunal Federal, em meio aos desdobramentos das apurações do caso Banco Master. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para que ministros, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre supostas irregularidades em relatórios policiais. A medida ocorre após a abertura de uma investigação pela PGR sobre possíveis interferências em documentos da corporação.

A determinação de Fachin foca na confecção do relatório identificado como IPJ-A n. 3298613/2026. A peça policial identificou mensagens enviadas pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo a interpretação que consta no relatório, o banqueiro parecia consultar Moraes sobre uma eventual saída do país antes de sua prisão pela PF.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, cobrou que a autoridade policial esclareça se houve ordens ou interferências externas capazes de comprometer ou macular o teor do documento. "Notifique-se a autoridade policial para esclarecer as circunstâncias em torno da confecção da IPJ-A n. 3298613/2026, notadamente quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo"

Gonet notificou a corporação para relatar todas as circunstâncias do caso, que teve seu sigilo levantado pelo ministro André Mendonça na terça-feira (1º).

A PGR já contestava as ações de Mendonça, relator das apurações do Banco Master no tribunal. De acordo com o procurador-geral, o ministro direcionou investigações contra Moraes de forma unilateral, sem realizar a devida comunicação ao Ministério Público, que é responsável por realizar o controle externo da atividade policial.

O caso acirrou o desentendimento entre Moraes e Mendonça nos bastidores do STF. Na quinta-feira (3), Moraes pediu a Fachin providências legais contra o colega por supostas condutas criminosas na condução das apurações ligadas ao Banco Master e a desvios financeiros no INSS. O pedido, inicialmente feito no inquérito das fake news, foi retirado de lá por Fachin na sexta-feira (4) para tramitar como uma petição autônoma sob sua relatoria direta.




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