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,06/09/2026

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Marco Aurélio Mello declara arrependimento por ter apoiado indicação de Alexandre de Moraes ao STF

Ministro aposentado criticou atuação do magistrado e defendeu conduta de André Mendonça na análise de relatório da Polícia Federal.


Marco Aurélio Mello declara arrependimento por ter apoiado indicação de Alexandre de Moraes ao STF Marco Aurélio se arrepende de apoiar Moraes e defende atuação de Mendonça. (Foto: Nelson Junior/STF)

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou em entrevista à CNN neste sábado (5) que se arrepende de ter apoiado a indicação do ministro Alexandre de Moraes para a Corte. A declaração foi feita após tornarem-se públicas trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do extinto Banco Master.

Durante a entrevista, Marco Aurélio Mello classificou os fatos revelados como "seríssimos" e avaliou que o magistrado "vem errando a mão". O ex-ministro relembrou que, na época da morte do ministro Teori Zavascki, apontou o então ministro da Justiça do governo Temer como um nome qualificado para a vaga, mas afirmou que "se arrependimento matasse", não estaria ali conversando.

Mello também saiu em defesa do ministro André Mendonça, que retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal e encaminhou a documentação à Procuradoria-Geral da República (PGR). O aposentado criticou a postura de Moraes — que acusou Mendonça de atuar fora do regimento jurídico — e classificou a situação como uma "inversão de valores", sustentando que o relator procedeu como deveria.

O documento elaborado pela Polícia Federal detalha encontros entre Vorcaro e Moraes entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Conforme o levantamento, o contato inicial ocorreu em 2023 por intermédio de Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações da gestão Jair Bolsonaro, que forneceu o telefone de Moraes ao ex-banqueiro.

Segundo os dados analisados, Moraes e Vorcaro participaram de um jantar em 2 de fevereiro de 2024, acompanhados de suas esposas, além de manterem novos encontros em novembro do mesmo ano. Em registros de março e abril de 2025, Vorcaro mencionou à esposa, a um diretor do Banco Central e a terceiros ter estado com o magistrado.

Alexandre de Moraes ainda não se manifestou oficialmente sobre as citações. Em parecer, a PGR pediu a anulação do relatório da Polícia Federal. O procurador-geral Paulo Gonet, também citado no documento, sustentou que a investigação não poderia ter avançado sem a provocação do Ministério Público, questionando ainda os procedimentos aplicados a autoridades com foro no Supremo.




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