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,18/09/2026

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Lula promete reforma no Poder Judiciário e critica seletividade de André Mendonça

Presidente defendeu limites de mandatos, proibição de parentes advogando na Suprema Corte e a quebra total de sigilos no caso do Banco Master.


Lula promete reforma no Poder Judiciário e critica seletividade de André Mendonça Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende mudanças nas regras do Judiciário durante entrevista. (Foto: Reprodução/Record TV)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a realização de uma reforma profunda no Poder Judiciário para alterar os critérios de escolha e o tempo de permanência de magistrados nos tribunais. Em entrevista concedida à Record TV na terça-feira (15), o chefe do Executivo sustentou que a proposta deve definir prazos de mandato e barrar conflitos de interesse em cortes superiores. Ao ser questionado se assumia o compromisso de levar a medida adiante, Lula declarou que "ela vai acontecer".

Além de criticar a permanência de magistrados por longos períodos nos mesmos cargos, o presidente defendeu a criação de um critério de moralização para proibir a atuação de familiares de ministros na advocacia. Na avaliação do petista, parentes de magistrados não deveriam advogar na própria Suprema Corte. "Quem for ministro ou quem estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico", declarou.

No mesmo contexto, Lula direcionou críticas à postura do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, nas investigações relacionadas ao Banco Master. O presidente acusou o magistrado de divulgar informações de forma seletiva para a sociedade. "Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só soltando aquilo que interessava para ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem estava metido nisso", afirmou.

O chefe do Executivo defendeu a retirada total do sigilo telefônico e documental de todos os investigados, classificando o grupo ligado ao ex-controlador da instituição financeira de "quadrilha". Ele também questionou a ausência dos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques na votação realizada pelo Plenário do STF. "Por que é que o Toffoli não votou? Por que é que o Kássio não votou? Quem é que levou dinheiro? Quem é que participou dessa trama do Vorcaro?", cobrou. Para o presidente, a Suprema Corte precisa preservar sua credibilidade e investigar todos os envolvidos sem distinção.

As declarações do presidente ocorreram após o STF realizar uma sessão extraordinária para tratar das apurações do caso Master e de divergências sobre o sigilo de documentos entre Mendonça e Alexandre de Moraes. Moraes acusou o colega de manter em segredo cerca de 180 arquivos, enquanto Mendonça sustentou ter liberado o material possível e preservado apenas dados sob reserva legal. O julgamento no Plenário da Corte acabou suspenso devido a um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

A discussão mobiliza também a Câmara dos Deputados, onde parlamentares buscam assinaturas para propostas de emenda à Constituição sobre o Judiciário. Entre as propostas em articulação, há projetos que sugerem a fixação de mandatos de oito a dez anos para novos ministros do tribunal. Os textos necessitam do apoio formal de 171 deputados para iniciarem a tramitação na Casa.




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