Edson Fachin adia julgamento no STF sobre atuação do ministro André Mendonça no Caso Master
Análise prevista para 23 de setembro foi suspensa aguardando definição do Plenário sobre questão de ordem pendente.
Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, ministro Edson Fachin, em sessão plenária do STF. Foto: Alejandro Zambrana/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta a análise da conduta do ministro André Mendonça na condução das investigações do Caso Master. O julgamento da Petição 16.704 estava agendado para o dia 23 de setembro, mas acabou suspenso sem a fixação de uma nova data para ocorrer.
A suspensão foi motivada pela existência de uma questão de ordem pendente de deliberação pelos ministros da Corte. Ao justificar a medida em despacho assinado nesta quinta-feira (17), o presidente avaliou o impacto direto do tema sobre o processo. "Considerando a direta relação dos pontos contidos na Questão de Ordem referida acima com a apreciação destes autos, abarcando questionamento sobre a regularidade da própria relatoria, a inclusão em pauta será oportunamente redesignada", afirmou Fachin.
O impasse teve início na sessão extraordinária de terça-feira (15), durante a apreciação da Petição 16.662. A discussão acabou travada devido a um pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino, que interrompeu a votação no Plenário.
A proposta em análise propõe unir a Petição 16.662, que trata de diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, à Petição 16.704. Além da tramitação conjunta, o texto prevê a redistribuição regimental dos processos e a abertura de prazo para manifestação das partes e da Procuradoria-Geral da República. O conjunto de medidas também abrange a identificação de magistrados citados caso existam indícios de irregularidades.
A Petição 16.704 reúne questionamentos sobre procedimentos adotados por André Mendonça ao solicitar relatórios de inteligência à Polícia Federal no âmbito das apurações do Banco Master. Os documentos chegaram à Presidência do STF por iniciativa do ministro Alexandre de Moraes. Antes do adiamento, Fachin havia solicitado pareceres da PGR e do próprio Mendonça sobre as alegações, sem adiantar posicionamento.
De acordo com a Secretaria de Comunicação do tribunal, o julgamento de Mendonça só será reagendado após o Plenário pacificar as regras de tramitação e a relatoria dos autos. Com isso, o andamento do caso aguarda a retomada das deliberações sobre a questão de ordem.


