Lula promete proibir apostas online e critica resistência de clubes de futebol
Durante agenda em Guarulhos, presidente defendeu fim das bets devido ao endividamento de famílias e tratou a prática como vício.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal pretende proibir a atuação das casas de apostas online no Brasil. A declaração ocorreu na sexta-feira, 18 de setembro, durante agenda de campanha realizada em Guarulhos, na Grande São Paulo. Na ocasião, o chefe do Executivo garantiu que atuará para conter o endividamento financeiro provocado pelos jogos virtuais.
Ao abordar os impactos sociais da prática, o presidente classificou o hábito de apostar como "uma doença" e associou o problema à ludopatia. Ele mencionou episódios enfrentados por apostadores, incluindo perda de bens, ocultação de dívidas familiares e tentativas de suicídio. Sobre o comportamento dos praticantes, declarou: "Eu acho que aqui tem meninos e meninas que tão jogando nesse jogo das bets, e tenho certeza que tem gente aqui no meio que tá devendo. e a pessoa que joga começa a mentir. Não é jogo, é vício, é ludopatia. A gente joga achando que vai ganhar e só perde".
A medida atinge diretamente patrocínios no esporte, tema que gerou reação de dirigentes futebolísticos após a mobilização do governo por uma Medida Provisória restritiva. Clubes como Flamengo e Corinthians lideraram manifestações contrárias ao veto, alegando prejuízos financeiros à modalidade. Lula criticou o posicionamento das equipes e afirmou: "Os times de futebol, liderados pelo Flamengo e pelo Corinthians, disseram que se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol. Esse negócio de que se acabar com as bets, vai acabar com o futebol é uma balela. A gente vai acabar com as bets, a lavagem de dinheiro, a safadeza e a roubalheira. Pode se preparar. A gente vê meninos e meninas devendo o que não tem, na expectativa de ficarem ricos, de melhorar de vida. A gente pode perder imposto, o que eu não posso perder é a vida dos jovens jogando".
Para tratar do impasse com as agremiações esportivas, o presidente informou que pretende convocar dirigentes de equipes como Santos, Grêmio e Internacional para conversas diretas. Além das restrições às apostas, a proposta do governo prevê o combate à lavagem de dinheiro e a irregularidades no setor. Reiterando sua posição sobre as empresas do ramo, declarou: "O dono da bet não vai querer que acabe, mas eu não sou dono de bet, eu sou o presidente da república desse país".


