Ministério da Justiça demite Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função
Decisão foi publicada no Diário Oficial da União após conclusão de processo disciplinar por faltas injustificadas.
Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teve demissão do cargo de escrivão confirmada pelo Ministério da Justiça. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono de função. A portaria, assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva, foi publicada no Diário Oficial da União. A medida enquadrou o servidor em infração disciplinar por acumular mais de 30 dias consecutivos de faltas não justificadas ao serviço.
A publicação teve como base o relatório final do Processo Administrativo Disciplinar conduzido pela corporação e pareceres da Consultoria Jurídica da pasta. O procedimento foi instaurado após o ex-parlamentar não se apresentar para reassumir suas atividades no Rio de Janeiro. Ele havia sido convocado a regularizar sua situação funcional após a perda do mandato parlamentar.
Afastado das funções desde fevereiro, o ex-deputado já havia recebido determinação da Corregedoria Regional para entregar sua carteira funcional e arma de fogo. O relatório final do processo disciplinar, que recomendava o desligamento, foi concluído pela Polícia Federal em julho. Na época, a defesa do ex-parlamentar afirmou que o processo tinha motivação política e avisou que iria recorrer.
Além do processo administrativo, o Supremo Tribunal Federal também havia recomendado a perda do posto público em junho, em decorrência de condenação a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. Eduardo Bolsonaro residia nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, justificando a mudança sob alegação de buscar refúgio por suposta perseguição política no Brasil.
Servidor concursado da instituição desde 2010, ele permaneceu licenciado do cargo de escrivão a partir de 2015 para o exercício de mandato na Câmara dos Deputados. A convocação para o retorno ao trabalho ocorreu no final do ano anterior, após o encerramento de seu mandato parlamentar.


