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,26/09/2026

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Em jantar com empresários em SP, Lula defende reformas no Judiciário e critica fraudes no Banco Master

Presidente propôs mandatos para ministros do STF, limites orçamentários ao Congresso e abordou temas econômicos diante de centenas de executivos.


Em jantar com empresários em SP, Lula defende reformas no Judiciário e critica fraudes no Banco Master Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa para empresários durante jantar em São Paulo. Foto: Ricardo Stuckert.

Em jantar com centenas de lideranças empresariais em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou as irregularidades no Banco Master como uma podridão e defendeu uma nova reforma no Judiciário, além de uma reformulação política no país. Ao discursar sobre as fraudes financeiras, o chefe do Executivo disparou: “Eu, sinceramente, nunca imaginei estar vivo para ver uma podridão como essa. Mas é o que está acontecendo. Esse Vorcaro devia ser um malandro, mesmo. Porque esse cara conseguiu corromper todo mundo. O que ele não corrompeu com dinheiro, corrompeu com orgia”. O presidente cobrou a responsabilização de todos os envolvidos, ressaltando que “não tem ninguém importante. Errou, pagou”.

Ao tratar das mudanças institucionais, Lula defendeu a alteração no modelo de escolha e a fixação de mandatos para os integrantes do Supremo Tribunal Federal. Ele questionou a regra atual e cobrou a participação popular no debate: “Como é que a gente vai escolher ministro da Suprema Corte? Ele vai ter mandato perpétuo ou vai ter um mandato? Eu não vou saber como e não vou decidir sozinho, mas eu acho que a sociedade vai ter que se manifestar porque o que está acontecendo não é bom para o país”. O petista lembrou que sua gestão criou o Conselho Nacional de Justiça no passado e cravou que “vamos ter que fazer outra”.

No tocante ao sistema político, o presidente defendeu uma reformulação profunda no funcionamento das instituições e criticou o volume de verbas públicas gerido pelo Poder Legislativo. “A gente vai ter que fazer uma reforma política de verdade. O Congresso não pode tomar 50% do orçamento da União”, declarou. Para Lula, a estabilidade das regras é precondição para o desenvolvimento nacional: “para um país dar certo, tem que ter estabilidade política e tem que ter estabilidade jurídica, que é uma coisa muito incerta nesse país”.

No âmbito econômico, o presidente pregou a união entre equilíbrio nas contas públicas e valorização do trabalho. “É uma obrigação nossa, não é nem mérito. Quanto mais as contas tiverem desajustadas, quem vai pagar o preço é o povo pobre”, ponderou ao defender a responsabilidade fiscal. Dirigindo-se aos empresários, Lula reforçou a importância do aumento de renda da população para o crescimento do setor produtivo ao afirmar que “vocês, empresários, precisam compreender que o trabalhador ganhando mais vai resultar em vocês ganharem mais”.

Lula também discursou sobre soberania nacional, exigindo o processamento local de terras raras e minerais críticos. Ao comentar a relação comercial com os Estados Unidos sob o comando de Donald Trump, o petista rechaçou posições de submissão e defendeu a reciprocidade. “Ele tem que tomar cuidado, porque nós vamos aplicar a lei da reciprocidade”, afirmou o presidente, completando que “ninguém respeita quem não se respeita”.















O evento reuniu cerca de 600 empresários e executivos dos setores financeiro, industrial e mineral na capital paulista. O jantar foi organizado em parceria pelos grupos Esfera Brasil, Prerrogativas e CNBC Parlatório. Entre as autoridades e empresários presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, além de Joesley Batista, Milton Maluhy Filho e Gustavo Pimenta.




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