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,01/10/2026

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Flávio Bolsonaro compara desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida a facada sofrida por pai

Em entrevista a podcast católico, senador nega projeto para alterar título da padroeira e classifica publicações falsas como ataque político.


Flávio Bolsonaro compara desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida a facada sofrida por pai O senador e candidato Flávio Bolsonaro durante entrevista concedida ao SantoFlow Podcast, atração voltada ao público católico em que abordou as notícias falsas relativas a Nossa Senhora Aparecida. Foto: Reprodução/YouTube/SantoFlow Podcast

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) definiu como "uma espécie de facada" a circulação de notícias falsas que o acusam de propor a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A declaração foi dada durante participação no SantoFlow Podcast, programa voltado ao público católico.

Ao rebatê-las, o parlamentar associou as publicações ao PT e fez um paralelo com o atentado sofrido por seu pai em 2018. "Eu tenho a convicção de que tentaram matar meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil lá em 2018, por isso foram para tentar eliminá-lo, foi aquela facada lá em Juiz de Fora", afirmou.

A Polícia Federal concluiu, contudo, que o autor do ataque em Minas Gerais, Adélio Bispo, agiu sozinho e sem mandantes. Flávio contou que tomou conhecimento dos boatos após jogar futebol no estado mineiro. Segundo relatou, ao entrar no vestiário, demonstrou indignação e pediu à assessoria que checasse a origem da informação.

Durante agenda recente de campanha em São Paulo ao lado do candidato ao governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio exibiu uma imagem de crochê da padroeira dada por apoiadores. Ao mencionar o presente recebido na capital paulista, garantiu: "Vou guardar com o maior carinho".

Ao tratar da relação entre política e fé, o candidato sustentou a autonomia das instituições religiosas perante o Estado. "Cada um tem que se conectar com Deus da forma que achar melhor, o Estado não tem que se meter nisso", declarou. Ele acrescentou: "O Brasil não é um Estado laico? Só que eu defendo o Estado laico com respeito a todas as religiões".

A propagação da mensagem falsa levou a campanha a acionar a Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção dos posts e classificou o teor como "notoriamente inverídico".
















No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux restabeleceu a ordem de derrubada dos conteúdos após o ministro Flávio Dino ter liberado temporariamente uma publicação do humorista Antonio Tabet.




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