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,27/09/2026

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Defesa de Flávio Bolsonaro critica ordem de Flávio Dino e defende decisão que barrou desinformação

Equipe jurídica do candidato questiona medida do ministro Flávio Dino que restabeleceu conteúdos removidos por ordem de André Mendonça


Defesa de Flávio Bolsonaro critica ordem de Flávio Dino e defende decisão que barrou desinformação À tribuna, em discurso, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de usurpar a competência da Justiça Eleitoral após decisão do ministro Flávio Dino. O magistrado do STF cassou a ordem do ministro André Mendonça, emitida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção de postagens sobre Nossa Senhora Aparecida. Com isso, o ministro do STF autorizou a reexibição dos conteúdos nas redes sociais.

Em nota divulgada no domingo (27), o setor jurídico da candidatura criticou a revisão da matéria por uma instância considerada alheia à Justiça Eleitoral. A equipe argumenta que a representação por propaganda desinformativa cumpriu o devido processo legal e foi distribuída por sorteio no TSE. Além disso, a defesa sustenta que a intervenção compromete princípios como o juiz natural e a segurança jurídica na eleição.

Ao questionar a decisão, a campanha afirmou que o tribunal eleitoral vem atuando na retirada de conteúdos falsos, incluindo casos envolvendo outros candidatos. O texto divulgado pela equipe declarou que "Descredenciar a Justiça Eleitoral já foi tido como crime à democracia e causa lamento que agora não se entenda mais assim". A defesa também comparou a medida à remoção de publicações que associavam o candidato Lula ao PCC e de vídeos do candidato Romeu Zema.

A disputa judicial teve início após a campanha acionar o TSE contra publicações que vinculavam o candidato a uma proposta de retirar o título de padroeira do país de Nossa Senhora Aparecida. Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça atendeu ao pedido e mandou retirar do ar uma postagem do humorista Antonio Tabet. A publicação mencionava uma ação de uma "família miliciana", sem citar o nome de Flávio Bolsonaro.

Ao reverter o entendimento de Mendonça, o ministro Flávio Dino alegou ausência de elementos suficientes para restringir as liberdades de expressão e religiosa. Segundo a campanha do PL, a informação sobre a santa é falsa e repete uma desinformação registrada originalmente em 2018. A equipe alega que a mensagem voltou a circular massivamente às vésperas do pleito presidencial.




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