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,01/10/2026

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Antonio Tabet republica crítica sobre Nossa Senhora Aparecida e classifica remoções como censura

Humorista voltou a divulgar mensagem sobre a padroeira do Brasil após reviravolta no julgamento da Justiça Eleitoral.


Antonio Tabet republica crítica sobre Nossa Senhora Aparecida e classifica remoções como censura Publicação do humorista Antonio Tabet foi liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral em julgamento no plenário virtual. Foto: Reprodução/Instagram @antoniotabet

O humorista Antonio Tabet voltou a publicar nas redes sociais, na noite de quarta-feira (30), uma mensagem relacionando a imagem de Nossa Senhora Aparecida à família do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A nova postagem ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir, durante julgamento no plenário virtual, liberar a publicação específica do comediante.

O relator do caso, ministro André Mendonça, reviu parte de seu posicionamento inicial e votou pela preservação do conteúdo de Tabet, apontando a existência de dúvida razoável quanto à ambiguidade do texto e a necessidade de proteger a liberdade de expressão. A mudança seguiu uma divergência apresentada pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, para quem a mensagem não atribuía uma ação concreta a Flávio Bolsonaro, enquadrando-se no campo da crítica política.

A liberação do tribunal limitou-se ao post do humorista. O TSE manteve a proibição e a ordem de remoção de conteúdos que afirmam como verdadeira a informação de que Flávio Bolsonaro pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Ao republicar a imagem com a frase "A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!", Tabet comentou sobre o histórico de remoções da mensagem. "É a terceira vez que este post vai para o ar. Na primeira vez, foi censurado quando tinha mais de 2 mil retweets. Depois, voltou e foi censurado mais uma vez com quase 30 mil retweets. Agora, se Deus e a democracia quiserem, ela nunca mais sai daí. Recomeçamos do zero. Mas mostramos que vamos em frente. Sempre", declarou o humorista em seu perfil.

A controvérsia teve início em 23 de setembro, quando circularam publicações afirmando que o parlamentar retiraria o título da santa caso fosse eleito presidente. As postagens utilizavam uma declaração dada por Flávio Bolsonaro em agosto, na qual afirmou que, se for eleito, um de seus primeiros atos será decretar o Brasil para o Senhor Jesus Cristo.















Após representação de Flávio Bolsonaro, Mendonça havia determinado a remoção das mensagens em 25 de setembro. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou a suspender a ordem no dia 27, mas o ministro Luiz Fux restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral no dia 28, até a decisão final do plenário do TSE.




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