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,06/10/2026

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Flávio Bolsonaro confirma participação em debates do segundo turno e articula apoios em Brasília

Senador afirma que pretende comparar propostas e gestões com Lula, após rodada de conversas partidárias e definição de estratégias para a reta final.


Flávio Bolsonaro confirma participação em debates do segundo turno e articula apoios em Brasília Flávio Bolsonaro concedeu entrevista a jornalistas em Brasília após reuniões com lideranças partidárias. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) confirmou que participará dos debates promovidos pelas emissoras de televisão durante o segundo turno das eleições. A decisão marca uma mudança em relação à primeira etapa do pleito e visa confrontar diretamente os planos de governo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em coletiva concedida em Brasília, o parlamentar destacou a importância dos confrontos na TV para apresentar propostas e comparar o histórico das gestões. "Vou participar de debates, eu acho que são importantes", declarou. Ele completou afirmando que seu objetivo é alinhar visões administrativas: "Eu quero comparar os programas de governo. Eu quero comparar os governos do Lula com o nosso governo e eu tenho a convicção de que a gente vai sair vitorioso nesse debate".

O candidato também explicou os motivos que o levaram a desistir do último debate do primeiro turno, organizado pela TV Globo. O senador argumentou que decisões liminares da ministra Estela Aranha, do TSE, e do ministro Gilmar Mendes, do STF, inviabilizaram as regras previamente combinadas entre as campanhas.

De acordo com Flávio, as determinações judiciais sobre a transmissão configuraram ato de ingerência no evento. "Houve uma interferência dos ministros do Lula, tanto no Tribunal Superior Eleitoral como no Superior Tribunal Federal", afirmou. Ele reforçou que as medidas "afrontaram a liberdade de imprensa, quebraram a regra do debate que todos tinham concordado".

Paralelamente à preparação para os debates, a campanha atua na ampliação da base aliada para a disputa decisiva de 25 de outubro. O postulante esteve reunido em Brasília com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com representantes das bancadas do Podemos e do Republicanos.

O senador comemorou a adesão oficial de lideranças estaduais ao seu projeto político. "Quero agradecer em público aqui mais uma vez o Romeu Zema, que declarou ontem apoio à nossa candidatura", ressaltou o parlamentar, que também agendou conversas com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). Em relação às siglas do centro, explicou que dirigentes partidários "vão voltar para suas bancadas para tomarem alguma decisão em conjunto".

Para alcançar a vitória no segundo turno, a estratégia envolve atrair parcela expressiva dos 33 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno. O candidato enfatizou a necessidade de recuperar a confiança do eleitorado desacreditado com a classe política e apresentar soluções concretas para o país.

Na área econômica e trabalhista, Flávio se opôs às discussões sobre a PEC da jornada 6x1 no Congresso e apresentou um modelo focado na flexibilidade de horários. "Eu tenho uma proposta infinitamente melhor do que essa proposta que está na mesa, que é dar liberdade para o trabalhador escolher a sua própria carga horária", sustentou. Para desonerar o setor produtivo, garantiu que pretende aplicar cortes tributários: "Eu vou fazer 'tesouraço' para reduzir impostos, reduzir burocracia".

No cenário internacional, o presidenciável avaliou que manifestações recentes do presidente norte-americano Donald Trump e de outras autoridades globais demonstram fragilidade na diplomacia brasileira. Segundo o candidato, esses posicionamentos indicam "que o atual Presidente da República, que é o Lula, está isolado".



















Por fim, o parlamentar comentou a restrição de 90 dias imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que impede visitas ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Classificando a medida como "mais uma interferência política", o senador argumentou que o objetivo da proibição foi "evitar as conversas e as decisões políticas" no momento de definição das alianças eleitorais.




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