Lula prevê votação de PEC pelo fim da escala 6x1 e anuncia proposta sobre segurança pública
Em discursos na Avenida Paulista, presidente cobrou posicionamento do PL no Senado e defendeu criação do Ministério da Segurança Pública.
Foto: Reprodução/ YouTube/ Lula A proposta de emenda à Constituição que encerra a escala de trabalho 6x1 deve ir a plenário no Senado na próxima quarta-feira (14). A confirmação da pauta foi destacada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante ato político na Avenida Paulista, em São Paulo.
O chefe do Executivo ressaltou que a data foi acordada com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (PL), apesar das tentativas da oposição de adiar a apreciação da pauta para depois do segundo turno. A estratégia governista busca expor os votos de parlamentares adversários, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o coordenador de sua campanha, Rogério Marinho (PL-RN). Sobre a postura da oposição, Lula afirmou que o objetivo é demonstrar que o oponente "não tem coragem de votar contra a população" e que "não pode tentar protelar para enganar o povo depois das eleições", cobrando que "o PL tem que dizer se ele é favorável aos trabalhadores, descontar mais, ou quer que os trabalhadores continuem trabalhando mais".
Para alcançar a aprovação, a matéria necessita do apoio de ao menos 49 senadores, número equivalente a três quintos do plenário. Ao defender a mudança na jornada, o presidente declarou que o trabalhador precisa de tempo livre para estudo e convivência familiar, argumentando que a população "não quer só comida, mas tempo para cultura, estudo e a família".
Além do tema trabalhista, o governo agendou para a manhã de quarta-feira a apresentação de outra emenda voltada à segurança pública. O texto amplia as atribuições da União no setor, permitindo intervenções nos estados e a criação do Ministério da Segurança Pública. Ao explicar o projeto, Lula afirmou que "na hora que for aprovada a PEC, está criado o Ministério da Segurança Pública", acrescentando que a medida vai "definir o nosso papel, o papel do estado, o papel do município, da segurança pública".
O evento na capital paulista também serviu de palco para a mobilização do eleitorado nordestino com a presença dos governadores reeleitos Elmano Freitas (Ceará), Rafael Fontelles (Piauí) e Jerônimo Rodrigues (Bahia). Os aliados pediram engajamento da militância para reduzir as abstenções na votação do dia 25 de outubro. No discurso, Lula pontuou que "temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não precisam votar", frisando que "eles têm filhos, netos e a pátria deles para cuidar".
A programação contou ainda com pronunciamento do vice-presidente Geraldo Alckmin, que apontou críticas a Flávio Bolsonaro ao citar controvérsias ligadas ao Banco Master e a seu fundador, Daniel Vorcaro. Durante a fala, Alckmin exibiu uma cópia da Constituição Federal para rebater alegações do adversário e defender o regime democrático.


