Richarlison diz que Flávio tomou ilha 'na mão grande' e pede investigação da PF
Atacante afirma ter investido R$ 10 milhões em imóvel de Angra dos Reis sem receber ressarcimento.
Foto: Reprodução/Instagram/@richarlison (esq) | Andressa Anholete/Agência Senado (dir) O jogador Richarlison solicitou que a Polícia Federal investigue o processo de transferência de posse de uma propriedade de luxo na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Em gravação divulgada em suas redes sociais, o atacante do Tottenham sustentou que o imóvel foi repassado ao advogado Willer Tomaz sem qualquer pagamento. Sobre a perda do local, o atleta declarou: "tomaram na mão grande".
Assista ao pronunciamento do jogador:
Diante das cobranças por respostas sobre o valor aplicado, o atacante anunciou qual será a destinação da quantia caso consiga reavê-la na Justiça. O jogador informou que pretende destinar parte dos recursos para o atendimento de saúde em seu município de origem, no Espírito Santo. Ao confirmar a intenção, Richarlison declarou: "Se eu recuperar esse dinheiro, parte do dinheiro eu estarei doando pro hospital lá da minha cidade, de Nova Venécia. Pra poder tá ajudando o hospital lá".
A disputa judicial pela posse da mansão em Angra dos Reis durou cerca de três anos, tramitou no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo foi movido pela Sport 70 Intermediação de Negócios, empresa de Renato Velasco, ex-empresário do atleta, e pela RR7011 Brasil Participações e Empreendimentos, pertencente a Richarlison e ao pai dele, Antonio Andrade.
A ação obteve sentença favorável em março de 2025, mas, após recursos sem sucesso, a Sport 70 e Velasco desistiram do processo em agosto do ano passado. Com o encerramento da disputa, o registro do imóvel permaneceu em nome da WT Administração de Imóveis, empresa do advogado Willer Tomaz.
O senador Flávio Bolsonaro não figurou como parte na ação e sustentou ter sido arrolado apenas como testemunha, afirmando não ter relação com o tema quando o caso veio à tona em 2022. O parlamentar visitou a propriedade em 2021 na companhia de Willer Tomaz, ocasião em que o advogado teria recebido a informação de que o local fora vendido à empresa do jogador.
Em manifestação divulgada em julho, a assessoria de Flávio Bolsonaro negou qualquer vínculo com o imóvel e classificou a associação como factualmente infundada e motivada pelo cenário eleitoral.


