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,17/10/2026

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Flávio Bolsonaro descarta reeleição e nega nomeação de parentes em eventual governo

Senador defende mandato único de quatro anos, nega Eduardo no Itamaraty e descarta mudar a Constituição para beneficiar familiares


Flávio Bolsonaro descarta reeleição e nega nomeação de parentes em eventual governo O senador Flávio Bolsonaro durante entrevista concedida à TV Globo sobre suas propostas para a Presidência. / Foto: Reprodução/ YouTube/ g1

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que cumprirá apenas um mandato de quatro anos caso vença a disputa presidencial, descartando disputar a reeleição ou alterar a legislação para beneficiar familiares nas eleições de 2030. A declaração reforça o compromisso do senador com o fim do instrumento da reeleição no país e a manutenção das atuais vedações constitucionais a parentes. Em entrevista concedida durante a campanha, ele reforçou a promessa sobre o período de gestão: "Estou me comprometendo: só preciso de um mandato. Só quero um mandato para começar a consertar o nosso país de verdade".

O parlamentar defendeu a proposta de emenda à Constituição que proíbe mandatos consecutivos para o comando do Executivo, conhecida como PEC 4 de 2026, apresentada pelo próprio Flávio Bolsonaro em seu exercício como senador. Ao justificar a medida, o candidato criticou a gestão do presidente Lula, acusando o atual governo de canalizar recursos e esforços na busca pela permanência no poder em vez de focar na administração e nas demandas da população. Segundo Flávio, o fim do instrumento evita que o gestor volte suas atenções para o pleito seguinte e reflete sua postura política: "Isso é para mostrar, Renata, que eu tenho desapego ao poder. Não tem projeto de poder da minha parte".

No âmbito das regras sucessórias para 2030, o parlamentar rejeitou qualquer alteração no artigo 14, parágrafo 7º da Constituição Federal, norma que estabelece a inelegibilidade de cônjuges e parentes de até segundo grau do presidente. Flávio deixou claro que a aplicação da lei impede que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e seus irmãos, como Eduardo e Carlos Bolsonaro, disputem a sua sucessão direta no comando do país. Para ratificar sua posição contrária a mudanças na legislação, o congressista declarou: "Como está hoje na regra, vale para parentes até 3º grau também, sendo considerada uma reeleição".

Sobre a composição de uma futura equipe ministerial, Flávio rechaçou os rumores sobre a indicação de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, para chefiar o Ministério das Relações Exteriores. O candidato elogiou a atuação internacional do irmão nos Estados Unidos, sustentando que ele é vítima de perseguição política. No entanto, descartou categoricamente a nomeação para o Itamaraty: "Não, ele não vai ser meu chanceler".














Em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador esclareceu que o pai não apresentou pleitos por cargos ou ministérios em uma eventual gestão. Flávio afirmou que pretende recorrer a Jair apenas como um consultor político e administrativo informal durante o mandato. Ao comentar sobre o aconselhamento de confiança, o parlamentar pontuou: "Eu tenho o privilégio de, a hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República, eu tenho dentro de casa, de confiança".




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