Fachin concede 15 dias para PGR avaliar indiciamento de Vorcaro
Decisão envolve relatório da Polícia Federal sobre prejuízo de R$ 2,7 bilhões no BRB e pedido de prorrogação das investigações.
Foto: Alejandro Zambrana/STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá o prazo de 15 dias para se posicionar sobre a conclusão da Polícia Federal que indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros 14 investigados por suspeita de fraudes financeiras. A determinação foi assinada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que responde como relator do caso Banco Master na Corte. O magistrado também abriu o mesmo período para o órgão ministerial avaliar a solicitação policial de estender o inquérito por mais 60 dias.
As apurações integram a primeira etapa da Operação Compliance Zero, cujo relatório parcial foi finalizado na semana anterior. Segundo a corporação policial, as movimentações envolvendo carteiras de créditos irregulares geraram uma perda financeira calculada em aproximadamente R$ 2,7 bilhões ao Banco Regional de Brasília (BRB). Os levantamentos apontaram que Vorcaro exercia atuação direta e contínua nessas tratativas, que incluíam títulos inexistentes registrados em nome da empresa de fachada Tirreno.
Em contraponto às conclusões do inquérito, os advogados do ex-banqueiro contestaram o indiciamento e sustentaram que a instituição policial repete alegações sem avançar na coleta de provas. A defesa declarou que o procedimento não causou danos financeiros: "O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo".
Detido desde o mês de março deste ano, Daniel Vorcaro permanece recolhido no presídio da Papudinha, localizado no Distrito Federal. A manifestação da PGR será o próximo passo para o andamento das apurações supervisionadas pelo STF em Brasília.


