Cabo Bebeto denuncia falta de professores no ensino integral do Cepa na ALE
De acordo com o parlamentar, apesar de o Governo de Alagoas ter anunciado a ampliação do ensino integral, a realidade do Cepa é marcada por dificuldades estruturais e pela ausência de profissionais suficientes para atender à nova demanda.
Deputado Cabo Bebeto | Foto: Ascom/ALE O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) fez duras críticas à situação enfrentada pelo Complexo Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), em Maceió, em razão da falta de professores, problema que, segundo ele, tem comprometido a implementação do modelo de ensino integral nas escolas da rede estadual. As declarações foram feitas durante pronunciamento oficial na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE).
De acordo com o parlamentar, apesar de o Governo de Alagoas ter anunciado a ampliação do ensino integral na rede pública, a realidade observada nas unidades de ensino do Cepa é marcada por dificuldades estruturais e pela ausência de profissionais suficientes para atender à nova demanda. Para Bebeto, a falta de planejamento tem provocado desorganização no funcionamento das escolas.
O deputado explicou que, dentro do modelo de ensino integral adotado pelo Estado, professores que atuam no turno regular precisariam ser remanejados para outras unidades ou para atividades complementares no segundo turno, como práticas esportivas e disciplinas técnicas. No entanto, segundo ele, esse processo não estaria ocorrendo de forma adequada.
“O professor regular, por exemplo, que dá cinco aulas de manhã e cinco aulas à tarde em uma escola, terá de ser remanejado para outra unidade, porque a escola em que ele atua no segundo horário passará a oferecer atividades esportivas e ensino técnico. E nem isso foi feito. Então, está totalmente desorganizado”, afirmou o parlamentar durante o discurso.
Cabo Bebeto também destacou a atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que realizou, na última segunda-feira (09), uma inspeção no complexo educacional após diversas denúncias relacionadas à falta de professores e à ausência de salas adequadas para o ensino técnico.

Inspeção realizada pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), no Cepa.
Segundo o promotor de Justiça Gustavo Arns, responsável pela inspeção, algumas irregularidades foram identificadas durante a visita. “Constatamos algumas situações e faremos contato com a Secretaria de Educação para sanar falhas que identificamos, com o objetivo de melhorar a educação em nosso estado”, afirmou.
Ao final do pronunciamento, o deputado fez um apelo ao Governo de Alagoas para que sejam adotadas medidas urgentes para resolver os problemas apontados. “A gente vem aqui, mais uma vez, apelar para o Governo do Estado. Nós sabemos que o problema não é dinheiro; é a execução, é a aplicação, é a falta de compromisso, é a falta de responsabilidade”, concluiu o parlamentar.


