TSE cria Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para monitorar inteligência artificial e desinformação nas eleições
Colegiado dará assessoria direta ao ministro Kassio Nunes Marques na tomada de decisões para blindar o processo de voto.
Fachada da sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou a criação do Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional para conter fraudes cibernéticas. O novo colegiado técnico, que atuará com reuniões mensais até o dia 31 de dezembro, dará assessoria direta à presidência. Diversos especialistas em tecnologia e segurança de dados vão compor o grupo de trabalho.
Regras rígidas para o uso de inteligência artificial
Em março, o tribunal aprovou normas que proíbem provedores de inteligência artificial de sugerir candidatos aos eleitores. A restrição visa impedir que algoritmos interfiram diretamente na escolha de voto dos cidadãos. As diretrizes regulam a propaganda para candidatos e partidos políticos.
Segurança nas redes e combate à misoginia digital
Para coibir a misoginia digital, a Corte proibiu a publicação de montagens com candidatas e materiais pornográficos. O TSE reafirmou ainda que as plataformas de internet poderão responder judicialmente se não excluírem contas falsas. A medida busca conter a disseminação ágil de conteúdos nocivos e ilegais.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que o conselho atuará para manter a normalidade do pleito de outubro. A votação em primeiro turno acontecerá no dia 4, com o segundo turno previsto para 25 de outubro.


