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,02/09/2026

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Renan Santos afirma, em coletiva de imprensa, que falha técnica do TSE provocou atraso no registro de perfis da campanha

Presidenciável do Missão afirma que equipe comunicou os problemas ao tribunal antes do registro da candidatura e corrigiu os dados posteriormente.


Renan Santos afirma, em coletiva de imprensa, que falha técnica do TSE provocou atraso no registro de perfis da campanha Reprodução/YouTube

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta segunda-feira (31) que o atraso no registro de perfis da campanha nas redes sociais junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu por uma falha técnica no sistema do próprio tribunal. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa.

O atraso foi utilizado pelo ministro Dias Toffoli como um dos fundamentos para suspender, em caráter liminar, os atos de campanha da chapa do Missão. Com a decisão, Renan e o candidato a vice, Aroldo Medina, estão impedidos temporariamente de participar de debates, publicar conteúdos sobre a candidatura nas redes sociais e utilizar recursos do Fundo Eleitoral, entre outras restrições.

Segundo Renan, a equipe técnica do partido comunicou os problemas ao TSE antes mesmo do pedido de registro da candidatura, apresentado em 7 de agosto. Em petições protocoladas no dia 19, a campanha informou 18 perfis nas redes sociais e complementou os dados apresentados inicialmente.

“Nós avisamos eles do problema que o próprio sistema deles estava apresentando para cadastro de candidatos ao Senado”, relatou o candidato. Segundo ele, “centenas de candidatos apresentaram esses problemas”.

Renan também afirmou que a campanha tomou a iniciativa de corrigir as informações antes de qualquer solicitação do Ministério Público. “Nós peticionamos, após o início da campanha, para retificar tudo isso de maneira bem clara e de boa fé”, disse.

O presidenciável citou ainda os governadores Elmano de Freitas (PT), do Ceará, e Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, como políticos que, segundo ele, enfrentaram problemas semelhantes no cadastro.

Ao criticar a decisão de Toffoli, Renan afirmou que o ministro estaria utilizando a falha técnica como fundamento para atingir sua candidatura. “O sistema novo que foi implementado não deveria servir de subterfúgio para que um juiz saia caçando candidaturas como ele está fazendo”, declarou. Para o candidato, a medida representa “uma cassação branca” de sua candidatura.

Outro ponto mencionado na decisão de Toffoli foi uma recomendação feita pelo algoritmo do Instagram. A página de Renan apareceu entre as sugestões de perfis para usuários que acessavam a conta do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Renan apresentou capturas de tela nas quais outros políticos que disputam as eleições também aparecem entre recomendações exibidas a usuários que acessam perfis de aliados. “Os demais deveriam perder a sua candidatura? É claro que não. É óbvio que não”, afirmou.

Ao final, o candidato questionou os efeitos da atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal no processo eleitoral. Para Renan, “o caso em si nos leva a fazer certas reflexões sobre o papel político que um ministro da Suprema Corte tem sobre a nossa democracia”.




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