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,02/09/2026

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Sóstenes Cavalcante cobra inquérito do STF contra Moraes e pede afastamento do chefe da PF

Líder do PL na Câmara cobrou providências do presidente Edson Fachin e pediu ações do Planalto após revelação de relatórios da Polícia Federal.


Sóstenes Cavalcante cobra inquérito do STF contra Moraes e pede afastamento do chefe da PF Deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), cobrou publicamente do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a abertura de inquérito contra o ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar também pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, citado em mensagens da investigação do Banco Master.

Ao tratar do comando da corporação, o deputado sustentou que a permanência do diretor compromete a isenção das apurações. "É responsabilidade do presidente da República a nomeação do superintendente da Polícia Federal. Por que ele ainda não afastou o Andrei para que ele possa ser investigado afastado do cargo?", questionou Sóstenes, afirmando que a omissão do Executivo configuraria conivência.

Em relação à Suprema Corte, o líder da bancada argumentou que uma eventual inação sobre as conversas entre Moraes e o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro, pode contaminar o Poder Judiciário. Sóstenes pediu que Fachin não "jogue este problema para debaixo do tapete" e defendeu a realização de uma investigação séria e imparcial sobre o caso.

As cobranças do parlamentar baseiam-se em documentos da Polícia Federal que registram contatos entre Vorcaro, Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O relatório menciona tratativas sobre o custeio de viagens, citações a autoridades e um contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, cuja alteração nos arquivos digitais trazia o nome do ministro.

Apesar dos registros, a Polícia Federal ressalvou que não realizou diligências diretas contra os magistrados nem concluiu pela ocorrência de crimes ou interferências de Moraes. Por sua vez, o procurador-geral Paulo Gonet requereu a nulidade do relatório, alegando que o ministro André Mendonça não poderia ter determinado desdobramentos sem autorização prévia do plenário do STF.

Diante da repercussão, o presidente do STF, Edson Fachin, classificou a situação como de "especial gravidade" para a integridade da Corte. O ministro declarou que a Presidência do tribunal está analisando o caso e anunciará as providências cabíveis no tempo devido, sem precipitação.




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