Flávio Bolsonaro atribui à "milícia do PT" publicação sobre Nossa Senhora Aparecida
Senador nega ter apoiado projeto sobre a padroeira do Brasil, pede retratação de canal de imprensa e classifica conteúdos como mentira
Em discurso, à tribuna, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Carlos Moura/Agência Senado O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a declarar, nesta sexta-feira (25/9), que é falsa a informação de que teria apoiado ou articulado medidas para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Em fala a jornalistas, o senador classificou o caso como mentira e cobrou uma correção da emissora GloboNews.
Durante a declaração, o parlamentar afirmou que jamais apoiaria uma proposta dessa natureza. "Olha, isso é uma mentira, muito obrigado pela sua pergunta. É uma mentira, né, de que eu teria apoiado algum projeto que fosse retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, eu jamais faria isso", disse.
O senador também voltou a fazer críticas diretas a seus opositores políticos. "Mas a milícia do PT se ocupou rapidamente de espalhar essa mentira", declarou. Ele completou afirmando que "o PT chegou ao poder pela mentira, e a gente vai tirar o PT do governo com a verdade".
As declarações de sexta-feira ocorrem após a circulação de publicações em redes sociais que ligavam o nome do senador à retirada do título da padroeira. Na quinta-feira (24/9), durante agenda de campanha em Minas Gerais, o candidato já havia publicado um vídeo para desmentir os conteúdos.
Na ocasião, a equipe jurídica do candidato informou que avalia acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e identificar os perfis responsáveis pela veiculação do material. No vídeo de quinta-feira, o senador disse: "Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, para variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Então vamos lá, até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir. Chegou no poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele com a verdade".
As postagens na internet utilizaram um trecho de um vídeo gravado pelo candidato em agosto, no qual ele justificava ausência em um debate na TV Band. Na gravação original, o senador disse que "quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".
O projeto de lei citado nos conteúdos virtuais foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli (PSL-MT). A proposta de número 2.623/2007 pretendia alterar a legislação do feriado de 12 de outubro para "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos", mas o texto acabou arquivado pela Câmara dos Deputados.
Em mensagem complementar nas redes digitais, o senador declarou manter respeito a diferentes crenças. "Respeito todas as religiões e também quem não tem religião! Diferente do Lula, que quer se meter até nas regras da Igreja Católica. Deus no comando sempre!", escreveu.


