Augusto Cury decreta silêncio no 2º turno, descarta apoios e sinaliza saída da política
Ex-candidato do Avante proíbe uso de sua imagem, critica polarização e descarta cargo de ministro no próximo governo
Foto: Reprodução O escritor Augusto Cury (Avante) anunciou que manterá neutralidade absoluta no segundo turno da eleição presidencial e sinalizou sua saída definitiva da política eleitoral. O ex-candidato declarou que manterá silêncio sobre o pleito e proibiu o uso de seu nome ou do vice Júlio Delgado para palanque. "Eu me silencio completamente em relação aqueles que estarão no segundo turno", afirmou o postulante.
A declaração ocorre após a consolidação dos dados pelo Tribunal Superior Eleitoral, que definiu o segundo turno entre Flávio Bolsonaro, com 47,03% (56.104.503 votos), e Luiz Inácio Lula da Silva, com 45,16% (53.879.538 votos). Cury encerrou a disputa na terceira colocação, somando 2,89% (3.448.569 votos).
Ao analisar a disputa final, Cury apontou ausência de propostas consistentes, afirmando que Lula busca o quarto mandato e Flávio foca em resolver os atos de 8 de janeiro. Apesar das críticas, colocou os projetos de sua campanha à disposição de quem desejar implementá-los. "Os dois candidatos, se quiserem aproveitar nossas propostas, elas estão disponíveis para serem aproveitadas", ponderou.
O ex-presidenciável também criticou o cenário de divisão no país, ressaltando que o embate ideológico afasta a população da construção de metas coletivas. Ele defendeu o diálogo entre correntes antagônicas como elemento fundamental para a democracia. "Me entristece demais essa indústria da polarização e essa guerra do ódio", desabafou o escritor.
Em relação ao seu futuro público, o autor confirmou que planeja se afastar da vida partidária para se dedicar a projetos sociais internacionais. Cury ressaltou que sua decisão de deixar a vida pública é convicta e respaldada por novas metas. "Hoje eu tenho claro dentro de mim, 100% de convicção, que eu não vou continuar na política. Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande, até porque nós temos vários projetos", declarou.
Por fim, o candidato negou qualquer intenção de integrar ministérios ou compor o quadro do próximo governo eleito. Contudo, demonstrou abertura para colaborar pontualmente sem vínculo governamental. "Eu não quero ser ministro de nenhum governo, tenho vários projetos, mas estaria aberto para ser uma espécie de professor e conselheiro", concluiu.


