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,08/10/2026

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Flávio Bolsonaro defende adesão do Brasil ao Escudo das Américas de Donald Trump

Em conversa com o presidente colombiano Abelardo de la Espriella, candidato do PL defendeu aliança internacional e endurecimento de leis contra o crime.


Flávio Bolsonaro defende adesão do Brasil ao Escudo das Américas de Donald Trump O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e o senador Flávio Bolsonaro durante conversa transmitida na internet. / Foto: Reprodução/YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República no segundo turno, declarou a intenção de integrar o Brasil ao Escudo das Américas caso vença a eleição. A proposta de adesão à coalizão internacional criada pelo governo norte-americano de Donald Trump busca intensificar o combate ao narcotráfico e às facções criminosas. O posicionamento foi manifestado em transmissão na internet ao lado do presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella.

Durante a conversa, o parlamentar defendeu a cooperação direta entre os países membros do bloco para sufocar financeiramente o crime organizado. Ele expressou o desejo de unir forças com os parceiros regionais ao afirmar: "Vou, com muita vontade e com muita honra, querer fazer parte do Escudo das Américas para cooperar com a Colômbia e com todos os demais países que se unirem para combater essas facções narcoterroristas".

No plano nacional, o candidato do PL propôs enquadrar grupos como PCC, Comando Vermelho e milícias na categoria de organizações terroristas. Para a implementação das medidas, sustentou a necessidade de endurecer as leis e criar 500 mil vagas no sistema prisional. Ele também antecipou a reação dos grupos criminosos à sua eventual gestão: "[os narcotraficantes] estão muito preocupados com a minha eleição e têm que ficar mesmo, porque eu vou implementar um regime muito duro aqui no Brasil e vou precisar muito conversar com o senhor para esse intercâmbio de informações".

A estratégia apresentada por Flávio prevê ainda a integração do Exército, Marinha e Força Aérea com as polícias estaduais no patrulhamento de fronteiras e portos. O plano inclui a implantação de tropas de elite da Marinha no Porto de Santos para conter a exportação de drogas. O senador revelou ter recebido mais de 2.000 ameaças de morte desde que anunciou a intenção de classificar facções como entidades terroristas.

O presidente colombiano Abelardo de la Espriella declarou apoio às propostas brasileiras e relatou ações adotadas em seu país, como o controle militar nas aduanas e a extradição de criminosos. Espriella citou como exemplo a entrega do investigado conhecido como "Aranha" à agência norte-americana DEA. Ele destacou que Jair Bolsonaro serviu de inspiração para o combate frontal ao crime e defendeu o uso da força estatal contra grupos armados.

Em contrapartida, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que a ampliação do Escudo das Américas representa um risco à soberania da América Latina. Segundo o Palácio do Planalto, a iniciativa extrapola o combate ao crime e pode servir como porta de entrada para uma reedição da Doutrina Monroe. A preocupação da gestão atual é que a medida abra precedentes para interferências dos Estados Unidos em temas como regulação de tecnologia, investimentos chineses e exploração de minerais críticos.

O Escudo das Américas conta atualmente com 15 nações, entre elas Argentina, Chile, Equador, El Salvador e Paraguai, além de Estados Unidos e Colômbia. Em setembro, os países integrantes anunciaram ações coordenadas contra 24 organizações classificadas como narcoterroristas transnacionais, incluindo grupos brasileiros.

















A declaração ocorre no contexto da disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno. Na primeira etapa da votação, o candidato do PL alcançou 56.104.503 votos (47,03%), enquanto o candidato do PT somou 53.879.538 votos (45,16%).




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