Eduardo Paes recorrerá ao STF para tentar assegurar realização de segundo turno no Rio de Janeiro
Ação contesta decisão do TSE que anulou votos de Anthony Garotinho e abriu caminho para vitória de Douglas Ruas em primeiro turno
Eduardo Paes aciona o STF contra decisão do TSE que alterou cálculo do primeiro turno no Rio. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados A coligação do candidato Eduardo Paes (PSD) anunciou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal para tentar assegurar a realização do segundo turno na eleição para o governo do Rio de Janeiro. A iniciativa busca reverter o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral, que anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos). Com essa anulação, o candidato Douglas Ruas (PL) ultrapassa a marca de metade dos votos válidos e passa a ter a vitória confirmada em primeiro turno.
Para tentar garantir a votação prevista para 25 de outubro, a campanha de Paes apresentará um pedido de medida cautelar na corte suprema. A coligação defendeu o "respeito à soberania popular" e sustentou que a Constituição exige "maioria absoluta para a eleição de governador". Em nota, o grupo afirmou que acionará a Justiça para assegurar o segundo turno "conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo".
Na apuração oficial do primeiro turno realizada no domingo (4), Douglas Ruas registrou 4.271.199 votos (49,27%), Eduardo Paes alcançou 3.706.984 (42,76%) e Garotinho somou 274.411 (3,17%). Sem a contabilização dos votos dados ao ex-governador, Ruas chega a aproximadamente 50,9% dos sufrágios válidos. O resultado oficial aguarda apenas a etapa de retotalização por parte da Justiça Eleitoral.
O julgamento no TSE terminou com o placar de cinco votos a dois favoráveis ao cancelamento da pontuação de Garotinho. A corte manteve a inelegibilidade do político devido à suspensão de seus direitos políticos por condenação por improbidade administrativa e falta de filiação partidária válida. Acompanharam o relator Floriano de Azevedo Marques Neto os ministros Estela Aranha, André Mendonça, Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques.
A divergência no julgamento foi aberta pelos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Alves dos Reis Júnior, que defenderam a inclusão dos votos de Garotinho no cálculo da maioria absoluta. O posicionamento dos magistrados vencidos servirá como base para o recurso preparado pela equipe jurídica de Paes. A intenção de recorrer ao STF não paralisa de forma automática os efeitos da deliberação tomada pela corte eleitoral.


