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,30/10/2026

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Parlamentares acionam órgãos jurídicos e pedem retenção do passaporte de Flávio Bolsonaro

Iniciativas de três deputados alegam risco de fuga do senador após derrota eleitoral, enquanto investigações da Polícia Federal seguem em andamento


Parlamentares acionam órgãos jurídicos e pedem retenção do passaporte de Flávio Bolsonaro Senador Flávio Bolsonaro é alvo de ações parlamentares após derrota no segundo turno presidencial. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Três deputados federais entraram em ação para tentar impedir que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixe o território nacional após o resultado do segundo turno da disputa presidencial. Os pedidos de retenção de passaporte foram apresentados por Duda Salabert (Psol-MG), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), sob a justificativa de risco de fuga do parlamentar.

Em uma das frentes, Otoni de Paula protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para cobrar a entrega do passaporte e outras medidas cautelares urgentes. O deputado informou que construiu o requerimento em conjunto com advogados para evitar que o senador saia do país. "O Flávio pode querer fugir do país e eu não vou deixar", declarou em vídeo divulgado.


Já a deputada Duda Salabert utilizou as redes sociais para cobrar o recolhimento imediato do passaporte de Flávio, sem especificar qual autoridade recebeu formalmente a solicitação. A parlamentar sustentou a medida diante dos inquéritos que apuram condutas do senador. "O próximo passo desse bandido é tentar fugir do Brasil para não enfrentar os vários inquéritos em seu nome. Precisa ser preso logo. Não podemos permitir que ele se junte ao irmão nos EUA para tramar contra a soberania nacional!", publicou a deputada.

Reprodução/X/@DudaSalabert

A terceira investida coube a Rogério Correia, que comunicou a intenção de recorrer diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar uma possível saída do senador. Até o momento, nenhuma prova material foi apresentada para comprovar que Flávio planeje viajar para fora do Brasil.





As movimentações dos parlamentares têm como base apurações da Polícia Federal sobre o senador. Sob relatoria do ministro André Mendonça no STF, um dos inquéritos investiga supostos repasses de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para o filme Dark Horse, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio afirma que buscou captação privada para a produção e nega a concessão de qualquer benefício em troca dos recursos.

Outro procedimento da corporação federal apura suspeitas de lavagem de capitais em operações ligadas ao mercado financeiro e a casas de apostas. Essa investigação atinge também o advogado Willer Tomaz, e ambos os citados rechaçam qualquer irregularidade.

Com a vitória que reelegeu Lula para um quarto mandato, Flávio Bolsonaro ficará sem cargo eletivo a partir de fevereiro de 2027, fato inédito em seus 24 anos de carreira política. Conforme decisão estabelecida pelo STF em março de 2025, o tribunal pode manter a competência penal sobre atos vinculados ao mandato mesmo após o fim da função pública.

















Logo após o encerramento da votação no domingo (25), o senador anunciou que pedirá a anulação da disputa presidencial. Flávio classificou a vitória do adversário como "inaceitável" e declarou que não vai desistir do país.




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