Polícia Federal investiga relato sobre suposta saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Governo da Argentina e aliados negam viagem do senador, que teve passaportes retidos pelo STF após resultado eleitoral.
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado A Polícia Federal apura informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o país rumo aos Estados Unidos, passando pela Argentina, na madrugada desta terça-feira (27). A verificação ocorre após publicação do portal argentino Infobae, em meio às restrições impostas pela Justiça brasileira.
A suposta viagem foi negada pelo governo argentino. O porta-voz do presidente Javier Milei informou que o parlamentar não entrou no território vizinho, versão também sustentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do aliado.
Segundo a reportagem do veículo argentino, a travessia teria ocorrido por terra com documento de identidade. Em seguida, um jato particular da empresa Baires Fly partiria de Puerto Iguazú com pedido de liberação para quatro passageiros e três tripulantes, sem confirmação da presença do senador a bordo ou da realização do voo.
A apuração da PF acontece um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibir o parlamentar de viajar ao exterior. A determinação exigiu a entrega dos passaportes comum, diplomático e eventuais documentos estrangeiros em até 24 horas, logo após a apuração do segundo turno das eleições presidenciais.
O caso está vinculado a um inquérito no STF que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. A ordem judicial também vetou o contato entre ambos, diretamente ou por intermediários, enquanto a defesa de todos os citados nega qualquer irregularidade.
Em manifestação divulgada em redes sociais, Flávio Bolsonaro negou a intenção de sair do Brasil e associou a medida judicial a falas de seu irmão, Eduardo Bolsonaro. O parlamentar classificou a ordem como uma tentativa de intimidação, mas confirmou que cumpriria a exigência. "Vou entregar os meus passaportes e me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar", declarou.


