Polícia Federal bloqueia R$ 400 milhões e desarticula fraude bilionária no Seguro Defeso no Maranhão
Operação Indefeso cumpriu 35 mandados em 16 municípios maranhenses contra esquema de irregularidades em benefício previdenciário.
Agentes cumpriram mandados em 16 municípios maranhenses durante ação contra fraudes previdenciárias. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil O bloqueio de aproximadamente R$ 400 milhões em bens e valores e a execução de 35 mandados de busca e apreensão marcaram a deflagração da Operação Indefeso no Maranhão. A ação da Polícia Federal (PF), realizada nesta quarta-feira (28), visa desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar o Seguro Defeso — benefício pago a pescadores artesanais durante a paralisação legal da pesca. Segundo análises das equipes de investigação, o grupo poderia causar um prejuízo de cerca de R$ 10 bilhões aos cofres públicos no período de cinco anos.
Para interromper as atividades ilícitas e conter a dissipação do patrimônio, a Justiça aplicou 17 medidas cautelares diversas da prisão e determinou o afastamento de dois agentes públicos supostamente envolvidos no esquema. As buscas, apoiadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), envolveram cerca de 160 policiais federais distribuídos por 16 municípios maranhenses. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, armas, documentos e aparelhos celulares.
Conforme apurado pela corporação, a fraude ocorria por meio da inclusão de dados falsos nos sistemas do governo e da apresentação de documentação fraudulenta, contando com a articulação entre servidores e particulares. A Polícia Federal detalhou o funcionamento das irregularidades ao informar que “as investigações apontam a existência de esquema de fraudes envolvendo a concessão indevida do Seguro Defeso, mediante a inserção de informações falsas em sistemas governamentais, a utilização de documentos fraudulentos e a possível participação de agentes públicos e particulares”.
Os suspeitos vinculados ao esquema são investigados por crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema informatizado, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A PF informou que dará continuidade às diligências e à análise dos itens apreendidos para identificar outros participantes, mensurar a extensão total dos danos ao erário e delimitar a atuação do grupo.


