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,29/10/2026

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Coordenador de campanha do PL reconhece falta de provas sobre fraude eleitoral

Senador Rogério Marinho afirmou que acusações feitas por Flávio Bolsonaro em carta representam apenas um desabafo.


Coordenador de campanha do PL reconhece falta de provas sobre fraude eleitoral O senador Rogério Marinho. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Partido Liberal (PL) admitiu a ausência de provas para sustentar as acusações de fraude no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em entrevista coletiva no Senado Federal, em Brasília (DF), o coordenador da campanha eleitoral do partido, senador Rogério Marinho (PL-RN), reconheceu que não existem elementos para confirmar as suspeitas. "O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido", declarou o parlamentar.

A declaração do dirigente ocorreu após a divulgação de uma carta por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado no pleito, que deixou o país rumo aos Estados Unidos (EUA). O documento publicado na rede social X, antigo Twitter, passou por alterações 30 minutos depois do lançamento, substituindo a expressão "presidente eleito" por "líder do Brasil". "Acredito que deve ter havido algum problema na confecção da carta", afirmou Rogério Marinho ao comentar a mudança do texto.

Para a liderança do partido, a carta oficial reflete o papel político alcançado pelo senador após a votação nacional. O parlamentar ressaltou o expressivo contingente de votos recebido pelo correligionário na disputa recente. "A carta que está no seu Twitter, que é carta oficial, a definitiva, ele se coloca como líder. De fato, Flávio, pelo número de votos que teve, pelo papel que desempenhou nas últimas eleições, é hoje a maior expressão da direita no Brasil", avaliou.

O coordenador de campanha avaliou que as alegações de fraude formuladas pelo aliado seriam uma forma de desabafo diante da decisão de sair do país. De acordo com o senador, a permanência no exterior é o caminho viável para a atuação da oposição no momento. "Na verdade, é o que ele pode fazer. Porque aqui no Brasil é impossível, pelo menos pelos sinais que estavam sendo demonstrados, que ele pudesse exercer esse papel", afirmou.

A viagem de Flávio Bolsonaro ocorreu de forma voluntária, sem a existência de ordem de prisão emitida pelo Judiciário. O ex-candidato embarcou na Argentina em um avião privado fretado, tendo contra si apenas a determinação judicial de entrega dos passaportes à Polícia Federal (PF). O parlamentar responde no Supremo Tribunal Federal (STF) a inquéritos sobre lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas, perdendo o foro privilegiado ao final do mandato no Senado.

No segundo turno realizado no domingo (25), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 64 milhões de votos, contra 59 milhões de Flávio Bolsonaro. As queixas sobre a extensão do horário de votação até as 19h pelo ministro Cristiano Zanin (STF) envolveram 34.393 votos, em uma medida solicitada pelas próprias campanhas do PL e do PT. O resultado da eleição com 158,7 milhões de eleitores aptos foi chancelado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e reconhecido pelo próprio PL.
















No cenário internacional, o presidente dos EUA, declarou que não vai se envolver no episódio. Rogério Marinho defendeu a soberania das instituições brasileiras para conduzir as questões políticas do país. "Eu espero que não haja nenhuma intervenção no processo interno do Brasil", concluiu o senador.




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