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,29/10/2026

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Lula reeleito: partidos da base à oposição defendem resultado das urnas após questionamentos

Legendas como União Brasil, MDB, PSDB e PDT afirmam lisura do processo eleitoral e rejeitam alegações de fraude.


Lula reeleito: partidos da base à oposição defendem resultado das urnas após questionamentos Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (esq) | Ricardo Stuckert (dir)

Lideranças e legendas de diferentes espectros políticos, da base aliada à oposição, aliaram-se à Justiça Eleitoral para assegurar a lisura do pleito presidencial. A manifestação coletiva ratifica a soberania das urnas e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Entre os posicionamentos, destaca-se o do União Brasil, agremiação presidida por Antonio Rueda e federada ao Progressistas (PP), que havia apoiado a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno. Em nota emitida na quarta-feira (28), a sigla frisou que o processo "transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado", concluindo que "a eleição terminou" e que "o Brasil continua, e precisa de todos nós".

Foto: Reprodução Instagram/@uniaobrasil44




O Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sob o comando do deputado federal Baleia Rossi (SP), também utilizou os canais oficiais para chancelar a apuração. Em publicação divulgada na rede social X, a legenda declarou que "reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo".

Foto: Reprodução X/@MDB_Nacional

Na oposição, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) manifestou-se por meio de seu presidente nacional, o deputado federal Aécio Neves (MG), que considerou "incompreensível" a contestação aos dados das urnas. Aécio ressaltou que "o exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos", prometendo uma atuação "qualificada, firme e dura", porém submetida às regras democráticas.

Foto: Reprodução Instagram/@psdboficial





Já o Partido Trabalhista Brasileiro / Partido Democrático Trabalhista (PDT), integrante da coligação vitoriosa, divulgou nota de repúdio na qual defendeu que o resultado reflete a "vontade soberana do povo". O partido criticou os questionamentos ao sistema eletivo e renovou seu compromisso com a Constituição Federal.

Foto: Reprodução Instagram/@pdt_nacional




A contestação sem provas foi rebatida inclusive por integrantes da chapa derrotada. O senador Rogério Marinho, do Partido Liberal (PL-RN), que atuou como coordenador da campanha adversária, afastou acusações de irregularidade ao declarar: "Eu não posso fazer essa afirmação, eu não tenho provas". Antes desses episódios, o próprio PL já havia reconhecido a vitória das urnas.

A posição das agremiações converge com o pronunciamento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. O magistrado afirmou que a votação em todo o território nacional ocorreu "dentro da mais absoluta normalidade", garantindo a análise de eventuais questionamentos formulados pelos meios legais.





















A sequência de declarações ocorre após o pleito de domingo (25), no qual Lula obteve a reeleição com 51,79% dos votos válidos, frente a 48,21% do senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos sem cumprir a ordem judicial de entrega do passaporte à Polícia Federal, expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Do exterior, Flávio autoproclamou-se "verdadeiro presidente eleito", alterando depois a expressão para "líder do Brasil" e anunciando a intenção de liderar a oposição fora do país.




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