Trump afirma que não tomou partido na eleição brasileira a pedido de Lula
Presidente americano criticou o pleito, mas evitou apoiar declarações de Flávio Bolsonaro
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concede entrevista a jornalistas. Foto: Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu para que ele não tomasse partido nas eleições presidenciais brasileiras. Segundo o líder republicano, a solicitação do chefe do Executivo brasileiro foi a razão para não ter se posicionado publicamente durante a campanha.
Ao responder a jornalistas, Trump confirmou ter atendido ao pedido de Lula, mas voltou a fazer críticas ao processo eleitoral do país. “Não quero comentar isso agora, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. Acompanhei a eleição. Não tomei partido. Deixei as coisas seguirem seu curso. O presidente — o atual presidente — me pediu para não tomar partido. E eu não tomei”, declarou o presidente americano.
O mandatário norte-americano também classificou a votação como uma "desgraça" e citou reações no mercado financeiro. “Mas quando vi o que aconteceu no Brasil, foi uma desgraça. Bem, o mercado diz isso. Quer dizer, o mercado deles despencou. Achei que foi uma situação muito vergonhosa para o Brasil”, afirmou Trump, sem apresentar provas de irregularidades no pleito.
Apesar das críticas e de ter qualificado a votação anteriormente como estranha, o republicano afirmou que pretende conversar com o presidente reeleito. “Eu vou falar com ele”, declarou Trump. No segundo turno realizado no domingo (25), Lula (PT) venceu a disputa ao alcançar 64.256.232 votos (51,79% dos válidos), superando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que obteve 59.826.041 votos (48,21%).
O parlamentar deixou o Brasil em um avião privado após passar pela Argentina e pelo Equador, um dia depois de ser intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar os passaportes comum e diplomático por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o proibia de sair do país.
Já em solo americano, Flávio declarou-se “líder do Brasil”, após modificar uma postagem inicial na qual se intitulava “verdadeiro presidente eleito”. Questionado sobre as declarações do candidato derrotado, Trump evitou manifestar apoio direto e afirmou que não queria se pronunciar sobre a afirmação do congressista brasileiro.


