Lula nega interferência em investigações contra filho e defende Jaques Wagner
Presidente afirmou que familiares e aliados devem responder caso cometam crimes, mas declarou confiar na inocência de ambos
Reprodução/ Tv Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o governo federal não vai interferir nas investigações da Polícia Federal que envolvem seu filho, Fábio Luiz Lula da Silva. Três inquéritos apuram suspeitas de corrupção e tráfico de influência para atender interesses privados em órgãos federais.
O petista afirmou que o filho precisará provar sua inocência, mas ressaltou que ele responderá legalmente caso as irregularidades sejam comprovadas. Lula disse: "Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro que cometeu ilícito".
Questionado sobre mensagens da lobista Roberta Luxinger, que alegava proximidade com seu filho e com o Palácio do Planalto, Lula negou conhecê-la e a chamou de "pilantra". "Eu não conheço essa moça, nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim", garantiu.
A sabatina também abordou a investigação sobre o senador Jaques Wagner, ex-líder do governo, suspeito de ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro em um caso envolvendo o Banco Master. Lula destacou que o prejuízo estimado do caso é de R$ 60 bilhões, mas pontuou que não há provas de envolvimento ilícito contra o parlamentar.
O presidente defendeu o aliado, que é candidato à reeleição, afirmando manter uma relação de 45 anos com ele. Ele reforçou: "Eu tenho consciência que o Wagner é honesto", acrescentando que não costuma se afastar de amigos acusados.


