Flávio Bolsonaro defende irmão, promete corte de gastos e diz que PIX é “inegociável”
Candidato admitiu que o irmão errou ao agradecer tarifas de Trump e apresentou propostas para reduzir despesas públicas e manter o sistema de pagamentos.
senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), explicou seus planos para a economia na TV Globo. Ele defendeu cortar gastos do governo e avisou que não vai mexer no sistema de pagamentos do país.
Perguntado se aceitaria colocar o PIX em conversas comerciais com os Estados Unidos, o senador negou a possibilidade. "De forma alguma. O PIX é sagrado, o PIX é do brasileiro", afirmou. Ele completou dizendo que "o PIX é inegociável".
Flávio também defendeu o irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, de críticas sobre falas antigas a respeito do PIX. Segundo ele, o irmão apenas lembrou que os americanos já usam sistemas parecidos.
Ao falar sobre os impostos cobrados pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, Flávio defendeu o irmão, mas admitiu que ele errou ao agradecer a medida. "Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas", disse. Segundo o candidato, Eduardo viajou para fora para apontar problemas de direitos humanos no Brasil.
O candidato culpou o governo atual do Brasil pelas taxas americanas. "O Lula procurou muito essa tarifa. Ele xingou, ele ameaçou, ele conseguiu. Parabéns, Lula, você conseguiu tarifar as empresas brasileiras", declarou. Flávio disse que conversou com representantes dos Estados Unidos para tentar evitar a cobrança.
Para a economia do país, o candidato prometeu cortar gastos, mas não divulgou metas com números. "Eu vou cortar ministérios. Eu vou fazer um tesouraço, inclusive, nos cargos comissionados", afirmou. Ele também prometeu acabar com mais de mil regras do governo e combater a corrupção.
Ao ser perguntado se vai manter as regras de aumento do salário mínimo e das aposentadorias, Flávio não deu detalhes, mas garantiu proteção aos dois grupos. "Não farei economia com quem ganha salário mínimo, não farei economia com aposentados", garantiu.
O senador disse também que a queda dos juros vai acontecer logo após o resultado da eleição. Para ele, "só com o anúncio da eleição de Flávio Bolsonaro como presidente da República (...) a taxa de juros já vai cair na reunião seguinte do Copom".


