Lula rejeita privatização dos Correios, relativiza dívida pública e promete acabar com fila do INSS
Presidente afirmou não se preocupar com endividamento de R$ 10 trilhões e defendeu Lupi de críticas sobre fraudes na Previdência
Presidente Lula, que tenta a reeleição Foto: Globo/ Manoella Mello Durante a sabatina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou as preocupações com o crescimento da dívida pública, que atingiu R$ 10 trilhões, o equivalente a 82% do PIB. Para o mandatário, o principal caminho para equilibrar as contas é o crescimento econômico. Lula afirmou textualmente: "A mim não preocupa a dívida pública".
O petista atribuiu a elevação do endividamento aos juros altos e ao baixo crescimento registrado em anos anteriores. Ele também assegurou que o orçamento deste ano deve registrar superávit primário de 0,1%. O presidente, no entanto, não apresentou uma lista específica de gastos obrigatórios que pretende cortar.
Ao ser questionado sobre os prejuízos acumulados pelos Correios, Lula admitiu que a estatal não se adaptou adequadamente às novas tecnologias de mercado. Apesar da crise, ele descartou categoricamente a privatização da empresa. "Não considero vender o Correio", declarou, garantindo que irá recuperar financeiramente a instituição. Lula afirmou que pretende recuperar a empresa, promover ajustes nos gastos e admitiu inclusive associações com empresas brasileiras ou estrangeiras para modernizar seus serviços. Ao ser perguntado se poderia garantir que a estatal sairia da crise, respondeu: "garanto."
Sobre as fraudes de descontos indevidos em aposentadorias do INSS, Lula defendeu o então ministro da Previdência, Carlos Lupi. Ele justificou que a demora em agir ocorreu para evitar que os criminosos desmontassem o esquema iniciado em 2019. O mandatário ressaltou: "A relação política não tem nada a ver com a relação administrativa".
Lula também anunciou que o governo federal divulgará na próxima semana que a fila excessiva de requerimentos do INSS foi zerada. "Semana que vem vou anunciar que a fila zerou", afirmou, chegando a convidar o jornalista para acompanhar o ato em Brasília. Atualmente, cerca de 1,3 milhão de pedidos aguardam análise. Segundo ele, restarão apenas 251 mil processos que se enquadram no tempo de espera considerado normal de até 45 dias.


